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OBSERVATÓRIO NA TV

 

OBSERVATÓRIO NA TV

TVE e TV Cultura, terças-feiras, 22h30

Você pode participar ao vivo

DDG: (0800) 216-689
Fax: (021) 221-0566

E-mail: obstv@tvebrasil.com.br

Videoconferência: veja instruções em http://www.tvebrasil.com.br/video.htm

 

DOS TELESPECTADORES

Mensagens enviadas ao Observatório da Imprensa na TV

Flávio Lofêgo Encarnação

Tenho percebido certas mensagens subliminares "embutidas" em anúncios na TV, que têm me deixado preocupado. Creio ser importante comentá-las, principalmente para prevenir os jovens. Uma dessas mensagens é veiculada na série de comerciais do refrigerante Sukita. Trata-se da série onde o protagonista tenta seduzir a adolescente no elevador e ela o chama de tio, com vários filmes derivados desse primeiro. Desde o primeiro filme da série, enquanto a imprensa comentava sobre a associação entre este comercial e o outro filme da Embratel (a menina pedia para apertar o 21, e o comercial da Embratel vinha logo a seguir, ambos criados pela mesma agência), sempre me chamou a atenção o fato do homem ter laranjas em seu saco de compras. A repetição do uso de laranjas associadas a este personagem nos comerciais seguintes dessa mesma série demonstra claramente que tal associação é proposital. No filme que está sendo veiculado atualmente, após despertar do sonho onde finalmente conseguia conquistar a bela menina, ao lado da cama do personagem está um enorme copo de suco de laranja. Ou seja, a intenção clara foi opor o personagem feio, velho, deslocado e consumidor de laranjas (ou suco de laranja) à bela, jovem e inteligente bebedora de Sukita. Tais associações tão sutis sempre me soam como uma lavagem cerebral intencional, comparada ao recurso de embutir um quadro imperceptível para a retina humana (mas não para uma apreensão inconsciente) entre os fotogramas de um filme. A segunda mensagem (quase) imperceptível é veiculada nos comerciais do cigarro Hollywood. O slogan "No Limits" sempre me pareceu estranho, mas ao perceber a associação entre os cigarros e o programa "No Limite" da Rede Globo a intenção me pareceu clara. Porque uma marca de cigarros estaria falando de limites? Creio que é uma mensagem dedicada aos jovens, que vem combater a imagem negativa causada pelos malefícios do fumo. Aproveitando-se de certas características da juventude, os criadores da publicidade do Hollywood estão trabalhando a disposição do fumante em desafiar riscos. "No limits", que em inglês quer dizer "sem limites", se parece muito com "No limite" e essa associação é reforçada pelo patrocínio ao programa dominical. A intenção me parece ser desvalorizar os riscos e valorizar o desafio a esses mesmos riscos. Como não sou publicitário fico pensando se eu não estaria imaginando coisas. E, mesmo que isso seja verdade, fico imaginando se esses procedimentos são julgados normais pelos publicitários. Gostaria de saber a opinião do Observatório da Imprensa sobre isso.

PS - Aproveito para manifestar meu repúdio quanto à censura do provedor UOL ao Observatório. Os usuários do UOL deveriam se manifestar também, para que no futuro o provedor não comece a cortar as contas de e-mail de quem manifestar opiniões diferentes das permitidas, através das sessões de cartas dos jornais, por exemplo.


Cícero Vaz

Médico

"Tudo se pode fazer, mas nem tudo se deve fazer...". Creio que a Internet, assim como todo meio de comunicação, deve servir ao crescimento e à promoção dos seres humanos e da sociedade nos aspectos bio-psico-sociais (como define a OMS) e, portanto, deve ser pautada por uma discussão ética.

Gostaria de aproveitar para declarar a minha admiração por um programa jornalístico que faz reflexões sobre a própria imprensa. "No Amor, o que vale é amar...". Que Deus nos abençoe a todos.


Reynaldo Costa Oliveira

Salvador / BA

Pessoal do Observatório, é importante lembrar que:

1- Apesar de atingir "apenas" 5% da população, este crescimento foi muito rápido. Comparem por favor com o tempo que outras invenções notáveis levaram para atingir a mesma fatia, por exemplo a televisão ou o telefone;

2- A Internet só será realmente popular quando for acessível por meios incontestavelmente populares. Já existe meios de "transformar" a TV em transceptor Internet, através de um teclado enlaçado por uma linha telefônica, a R$300/unidade. Isso sim a fará popular, pois os computadores pessoais continuam sendo caros no Brasil. Se acharem conveniente e ainda der tempo, discutam isso.


Sérgio Carvalho

Campo Grande / MS

Essa atitude do Universo On Line com o Observatório da Imprensa nos deixa assustados. Gostaria de saber se isso é uma ponta do iceberg do controle do que escrevo, leio e envio na Internet?


Clóvis Furlanetto

Sou estudante de jornalismo e minha dúvida é:

Qual o tratamento dado ao jornalista recém-formado na área on line? Quais são as qualificações exigidas, pois na maioria de nossas universidades e faculdades é trabalhado o jornalismo clássico, e o jornalismo de Internet , muitas vezes, é deixado de lado sem ter uma importância significativa.

Parabéns pelo excelente trabalho. Abraços


Ernani Albertino

São Paulo

Com a chegada da banda larga a Internet começa a trilhar um novo caminho. Uma competição mais acirrada com as TVs. Já temos a TV Online. O Terra também está seguindo o caminho do vídeo digital e a Realnetwork já esta entrando no país com grandes projetos. A pergunta é: será que vai começar uma batalha entre TV e Internet? Será que a Internet pode incorporar a TV no futuro?


Sérgio Carvalho

Sou assinante do Universo On Line. Gosto do serviço e fiquei indignado com a recente informação do cancelamento do contrato com o Observatório da Imprensa. Sou jornalista e a partir de agora irei reavaliar a minha assinatura. Um abraço


Sergio Fajardo

Mandaguari / PR

Os acidentes ecológicos deveriam ser noticiados com muito cuidado pela mídia. Ao mesmo tempo que denuncia, a imprensa acaba se aproveitando do fato para buscar trazer aquele impacto inicial, com vistas às matérias exclusivas, mas também do mesmo modo se esquece de acontecimentos recentes com uma enorme facilidade. A notícia acaba sendo mais importante que a denúncia.



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