|
OBSERVATÓRIO NA TV
OBSERVATÓRIO NA TV
TVE e TV Cultura, terças-feiras, 22h30
Você pode participar ao vivo
DDG: (0800) 216-689
Fax: (021) 2232-3271
E-mail: obstv@tvebrasil.com.br
DOS TELESPECTADORES
Deneci Sardinha
Cachoeiras de Macacu / RJ – Professor secundário
Fala-se muito que o baixo nível dos programas da TV brasileira está associado ao nível cultural do povo. Afinal de contas, a imprensa (e a TV) é fruto do povo ou o povo é fruto da grande imprensa? Será que precisamos sempre apostar no quanto pior melhor?
Otavio
Como podemos crer na política e na Justiça brasileira? Hoje no Jornal da Band mostrou-se uma reportagem em que uma repórter vestida de freira entrou numa delegacia com superlotação, levou uma câmera e filmou à vontade. Pergunto: querem exemplo maior de como se entrar com armas, celulares, drogas etc. nos presídios? E olhem que ainda não falamos nada sobre a corrupção de carcereiros.
** Os assassinos confessos dos portugueses foram condenados, e ainda têm direito a recurso? É brincadeira nossa Justiça...
** Armas apreendidas, enormes depósitos de armas perfeitas, e muitos policiais andam desarmados. Para quê?
** Teremos em breve no mundo novas Argentinas, isto é, com a globalização e políticas arbitrárias, o mundo caminha para uma eterna seleção (Darwin)...
** Para que termos 4 milhões de partidos, se ao final, eles se unem se aliam e acabam se tornando-se 3 ou 4?
Até quando?
José Eugênio das Neves
Detesto os programas tipo reality show. Acho-os desinteligentes, e daqui a pouco vai se cumprir a profecia da música dos Titãs, "é que a televisão me deixou burro demais, por isso estou preso nessa jaula junto dos animais".
Adilson Inomata
São Paulo
Pena escutar dos dirigentes das maiores empresas de comunicação do país esses comentários, de que o povo quer ver isso. Eles buscam o que todos querem, lucros, sem medir a qualidade do produto. Deprimente ver programas que se dizem reality shows, percebe-se claramente que cada um desempenha um papel, que a espontaneidade acaba quando os participantes sabem que estão sendo observados e filmados, sabendo que tudo não passa de um jogo, onde o objetivo é ser melhor, mais simpático, mais engraçado, mais legal, para não ser eliminado. Devemos sim parar com a mania do povo de querer circo e pão! Devemos dar cultura
Luiz A. de S. da Silveira
Rio de Janeiro
Seria interessante que profissionais do ramo pudessem participar do programa. O delegado Fernando Moraes, chefe da DAS-RJ, é um deles. Gente séria. E estamos falando do Rio de Janeiro, onde o seqüestro foi praticamente eliminado. Fernando entende que o sigilo deve ser integral, para o bom andamento das investigações (programa Olhar 2001, TVE). Se Olivetto foi salvo, Celso Daniel e a dona de casa de Campinas morreram. São Paulo positivamente não é um bom exemplo de eficiência policial. A Rede Globo, por exemplo, usou de 2 pesos e 2 medidas. Para Patrícia Abravanel, houve inserção diária em todos os telejornais, com direito a foto da jovem. Para Washington Olivetto, nem um pio. Isto durante os 10 dias de um e os 53 do outro. Demagogia pura. Com certeza, se houvesse divulgação, os anúncios e a publicidade poderiam ser reduzidos. Enquanto o pai da primeira é concorrente, o segundo é cliente. A pergunta correta da enquete deveria ser: "Se você fosse um executivo ou dono de TV e tivesse uma filha seqüestrada, você gostaria que o fato fosse divulgado?" Qualquer família diria (como diz sempre) não. A meu ver, quando a família pede silêncio, se a mídia divulga é covardia e falta de respeito. O velho ditado se aplica: pimenta nos olhos dos outros é refresco.
Killarney
Pirassununga / SP
Estou acompanhando este programa da TVE, que aliás está ótimo! É de senso crítico que o Brasil precisa. Já em relação aos reality shows, penso o seguinte: de tão "vacinado" que estou em relação à mania de nós, brasileiros, querermos levar vantagem em tudo, tenho certeza de que até mesmo a briga judicial entre as duas redes de TV, Globo e SBT, no fim das contas, só serve para angariar pontos preciosos no Ibope. Ou seja, essa é a famosa história do "falem bem, falem mal, mas falem de mim" Agora, só uma observação: agüentar a Marisa Orth de psicanalista é quase tão ruim quanto o programa em si!
Geraldo Araújo
Rio – Estudante de Comunicação e radialista
A lógica que rege a casa de fazer loucos é a lógica do capital. Não serve qualidade, é preciso quantidade. Números do Ibope para fazer numerário. Quanto à questão do plágio, os programas são cópias de idéias de internautas que já deixavam a intimidade das casas, aberta através de webcams.
Cláudia Costa Moreira
Voto: programas como Big Brother e Casa dos Artistas deterioram ainda mais a qualidade da TV brasileira. Parabéns ao programa Observatório da Imprensa, pela atitude sempre corajosa e pela fidelidade a si mesmo e aos telespectadores!
Julian Enrique Dias Rodrigues
Não entendo a alta audiência de programas como Big Brother e Casa dos Artistas. Tudo cheira a falsidade, com pessoas interpretando personagens. Os mesmos elementos compõem ambos os programas: um chorão, um casal, simulação de sexo debaixo do edredon, briguinhas... tudo muito chato e falso.
Marco A. C. Silveira
Florianópolis
A sociedade brasileira está cada vez mais se distanciando de sua cultura e assumindo características cada vez mais "globais", "global", "sbtal". Vejo tal programa como inútil para um povo que necessita de inteligência, saber, cultura, não dessa cultura inútil, a meu ver. O público não toma suas decisões, é manipulado.
|