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OBSERVATÓRIO NA TV
OBSERVATÓRIO NA TV
TVE e TV Cultura, terças-feiras, 22h30
Você pode participar ao vivo
DDG: (0800) 216-689
Fax: (021) 2232-3271
E-mail: obstv@tvebrasil.com.br
DOS TELESPECTADORES
Daniel Rodrigo Juliani
Lins / SP
Claro que se a Justiça Eleitoral e a mídia fizessem cada um seu papel sem fins "lucrativos", o povo brasileiro não seria enganado. Mas como isso é algo difícil de acontecer, cabe a cada eleitor tentar verificar o que se faz nos bastidores. As evidências estão cada vez mais claras, só precisamos de um pouquinho de inteligência e vontade de virar esse jogo sujo e nojento. Quero mandar um abraço para todos que fazem esse programa, com certeza se a televisão brasileira optasse pela qualidade ao lugar dessas baixarias o povo saberia distinguir o que é bom ou ruim para o país!
Artur Rodrigues Vieira
Assistindo ontem, 26-03-2002, apreciei muito a simplicidade do Sr. Benedito Ruy Barbosa, mas gostaria de fazer alguns comentários. A competência de ambos é indiscutível, mas eu não sei por que, o ponto de vista, o enfoque muda quando o assunto em discussão diz respeito aos "discutidores", isto é, jornalista, como crítico, e o teledramaturgo. Apesar de o Sr. Benedito dizer que a banalização de vários conceitos é real, ele deve reconhecer que isso não começou agora. Colocar-se fora desse processo de banalização não é o melhor, ter sempre a consciência que devemos fugir disso é mais eficaz, eu creio.
Há pelo menos 30 anos havia preocupação com o conteúdo, as novelas partiam de um tema; a imigração, o amor à terra, escravatura, abuso de poder etc. Já o embrião da banalidade tinha nascido. Lembro-me que a novela O cafona, quando começou, propunha-se, parecia, a uma discussão profunda da sociedade, tanto da alta quanto da que queria ser alta, mas pouco mais de duas semanas depois caiu na mesmice da exploração de uma personagem, para agradar à audiência. Na novela Vale tudo, a personagem mais admirada só é brecada no final, num moralismo barato. Quantas vezes ouvimos falar mal da propaganda de cigarros e toda a sua hipocrisia. Por que só no fim, depois de tanta sugestão de poder e sucesso, vem a mensagem "O ministério da saúde adverte..."? Hoje o corporativismo existe não só nos palácios de Brasília, no futebol, no meio "artístico" (os apresentadores descascam um tema, de maneira incompetente e irresponsável, e no programa seguinte recebem alguém em que desceram o porrete, para cantar ou fazer apologia de seus pontos de vista, e ninguém replica).
Como bem disse o Sr. Benedito Ruy Barbosa, principalmente na novela todos têm a tendência de baixar a guarda, e a porta fica aberta para aprender, crescer. E aqui está o grande nó. Com o que está aí há tantos anos, aprender, crescer o quê? Ou podemos negar que uma das fontes de pobreza da nossa sociedade é a televisão? A frase do poeta – "... a televisão me deixou burra, burra demais..." não vale mais? A incredulidade é tanta, mas tanta que é mais aceitável um lazer carnal, do que um lazer mental, que poderia trazer reflexão e fazer bem ao espírito. Eu penso que apesar da pressão de alguns donos de concessão pública para usufruir de uma guarda baixa, algumas vezes (vocês sabem melhor que eu), bons programas insistiram e fizeram sucesso, principalmente os infantis da TV Cultura, sem nenhum favor, ou intenção.
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