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OBSERVATÓRIO NA TV
OBSERVATÓRIO NA TV
TVE e TV Cultura, terças-feiras, 22h30
Você pode participar ao vivo
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DOS TELESPECTADORES
– 2
Mario e Bernette Nusbaum
Engenheiro e relações públicas
Ficamos muito decepcionados com a posição "radical"
quanto ao papel da imprensa no caso de noticiar-se ou não
seqüestros. Primeiramente gostaríamos de refletir que
não é apenas a profissão de jornalista que
tem "princípios" mas, na realidade, todas as profissões,
inclusive os mais variados tipos de marginais têm "principios"
operacionais. Estes princípios devem ser o norte de cada
profissão, mas não significando que outros elementos
não possam ou não devam ser considerados no seguimento
destes princípios. Um destes elementos a ser considerado
é o da responsabilidade social de cada profissão.
No judaísmo os ortodoxos relacionam mais de 600 princípios
que devem ser seguidos para se estar dentro das leis de Deus. No
entanto, o mais ortodoxo e radical destes religiosos não
hesitaria em deixar de lado um ou mais destes princípios
para salvar uma vida humana. Veja a situação de um
governante. Sua função principal (princípio)
é a de buscar o bem-estar de seu povo. E se ele precisar
matar alguém para assegurar este bem-estar e trilhar o seu
principal principio? Será valido pesquisar como fez o programa?
Deverá ele: ** matar
discretamente ** matar com sensacionalismo
** não matar Como você
votaria? Não podemos esquecer que em primeiro lugar somos
seres humanos e depois, circunstancialmente, jornalistas, marketólogos,
sexólogos etc. Honrar nossas profissões só
nos enobrece, mas seguir cegamente princípios sem olhar a
nossa volta nos tira um dos bens mais sagrados: o de decidir como
seres humanos, e não como robôs impulsionados por princípios
apenas. Valores são mais importantes do que princípios.
Jornalistas são seres humanos e não estão acima
do bem e do mal.
André Luís Pinho Campos
Campinas / SP
Sirvo-me deste expressar a minha opinião sobre o assunto
em pauta: creio que a imprensa tenha acesso a informações
sobre os fatos, mas que mantenha o sigilo até que sejam esclarecidos
os fatos pela polícia. A divulgação antecipada
da informação de atos ilícitos como seqüestros,
rebeliões e assaltos só vem a favorecer os meliantes,
assim prejudicando o trabalho da investigação policial.
Cesar Bueno
Acompanhei a matéria (ver abaixo) que saiu no Jornal
do Brasil. Será que não é o caso de desconfiar
do depoimento do diretor da Globo? Pois ele diz que nunca teve notícia
de que a divulgação atrapalha a vida das vítimas.
Também vale salientar que a Globo informa que consultou a
polícia. Ora, se até o ministro da Justiça
é contra...
"Justiça condena Rede Globo
Emissora terá que indenizar vítima de seqüestradores
A Rede Globo foi condenada em primeira instância a indenizar o empresário Luís André Matarazzo por ter divulgado o seqüestro de seu filho de 12 anos, Gonçalo, em março do ano passado. A sentença foi dada pelo juiz Teodozio de Souza Lopes, da 17ª Vara Cível de São Paulo. De acordo com a ação, a Globo foi a única emissora a não acatar pedido de sigilo sobre o crime, o que teria posto em risco a vida do menino.
O seqüestro ocorreu no dia 9 de março de 2000, quando bandidos capturaram Luís André e Gonçalo em Indaiatuba, interior de São Paulo. Os seqüestradores não conheciam o sobrenome das vítimas e libertaram apenas o pai para que ele providenciasse o resgate. O empresário, que é primo do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e do ministro da Secretaria de Comunicação de Governo, Andrea Matarazzo, garantiu que foi pessoalmente às emissoras de TV para pedir que não divulgassem o caso, querendo evitar que o preço do resgate subisse e que o seqüestro não se prolongasse."
A Globo, no entanto, não concordou, e noticiou, com nome e sobrenome, as vítimas do seqüestro. Quando souberam pela televisão que se tratava de uma família tradicional, os criminosos deixaram o garoto sem comida e água até que ele confessasse sua identidade. O juiz decidiu em favor da família, obrigando a Globo a pagar o valor arrecadado com publicidade nos intervalos dos noticiários que abordaram o assunto.
"A Rede Globo anunciou ontem que vai recorrer na Justiça. ‘Está dentro dos princípios éticos da Globo não deixar de noticiar crimes públicos. Chegamos a essa decisão após o seqüestro de Roberto Medina, em 1990. Várias autoridades foram consultadas e foi concluído que não existe nenhum caso de retaliação de seqüestradores pela divulgação de seus crimes. Pelo contrário, as notícias ajudam na resolução’, informou a Central Globo de Comunicação (CGCom).
‘Quem pede que o seqüestro não seja divulgado é a família, seguindo orientação dos criminosos, e a Globo não atende a apelo de bandidos. E se atendêssemos ao pedido da família Matarazzo em especial estaríamos criando duas castas: os que têm suas solicitações atendidas e os que não têm’, completa o comunicado da Globo.
A CGCom informou ainda que Luís André não pediu segredo assim que foi à Globo: ‘Isso pode ser visto em sua entrevista, conversando com o repórter e olhando para a câmera. Só mais tarde Luís André requisitou sigilo sobre o caso’."
Gregório
Brasília
Posso lhes garantir que na Itália, onde vivi 15 anos, a
imprensa noticia todos os detalhes dos seqüestros. Podem perguntar
ao policial que aí está presente se não é
verdade. A imprensa deve cumprir seu dever de noticiar.
Marco Antonio
Causa espanto ouvir o Silvio Santos citar agora o comportamento
da imprensa americana como referência; são 2 pesos
e 2 medidas? Por que ele não aproveita e compara a postura
do SBT com respeito à formação infantil à
da mídia civilizada? Existem verdades e verdades...
Cleber
Rio de Janeiro
Mais uma vez a imprensa mostra que não tem imparcialidade
quando trata diferentemente cidadãos que deveriam ter o mesmo
trato. Até mesmo o Observatório trata do que
lhe convém, uma vez que não discutiu a notícia
que foi abafada ano passado que tratava do filho do FHC.
Paulo Rodrigues
Professor de História
Sr. Secretário de Segurança de SP, anda sendo divulgado
pela imprensa do Rio de Janeiro que o senhor repudiou o auxílio
oferecido pelo governador Antony Garotinho, afirmando que os índices
sobre seqüestro no Rio são maquiados. Isso procede?
Se procede baseado em que você afirma isso?
Francisco Silva
São Paulo
Lamentavelmente a imprensa está no comando das ações
da Polícia e da Justiça, isto fica claro quando se
comparam dois casos: o acidente com a aeronave da família
Diniz, com 4 vítimas e uma mega-operação de
busca; e o acidente com uma lancha em Itanhaém, com 7 vítimas,
em que poucos barcos e homens do corpo de bombeiros trabalharam!
A imprensa tem que noticiar sim, afinal se me assaltam nas ruas
eu me transformo em notícia!
Leonardo
Rio de Janeiro
Na minha opinião o jornalista não deve omitir notícias,
seja qual for e de quem for; caso contrário está quebrando
a ética de jornalismo sério e verdadeiro.
Manoel Marteleto
Acho um absurdo querer que a imprensa não noticie seqüestros.
A imprensa tem obrigação de acompanhar as atividades
do poder público nesses casos e a polícia precisa
formar com urgência policiais especializados em lidar com
a imprensa nos períodos de cativeiro das vítimas.
É preciso que os policiais técnicos se ocupem apenas
do delito, enquanto outros façam a ligação
entre a polícia e a imprensa. O que se vê no Brasil
é cada policial querendo aparecer mais que o outro para as
câmeras.
FAX
Rita Cury
Alto de Pinheiros / SP
O programa está fazendo uma pesquisa na internet pedindo
a opinião do povo sobre a divulgação pela imprensa
do seqüestro. Não sou jornalista nem especialista em
seqüestros, logo não sou autoridade no assunto. Será
que posso opinar? Pergunto isto pois no início do programa
falou-se que o Sílvio Santos não é jornalista
nem especialista em seqüestro. Pelo que eu entendi, Sílvio
apenas respondeu a uma pergunta, dando sua opinião.

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