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OBSERVATÓRIO NA TV
OBSERVATÓRIO NA TV
TVE e TV Cultura, terças-feiras, 22h30
Você pode participar ao vivo
DDG: (0800) 216-689
Fax: (021) 2232-3271
E-mail: obstv@tvebrasil.com.br
DOS TELESPECTADORES
Alberto Rubens Beckler
Gostaria de felicita-los pela brilhante discussão do programa de ontem (27/11). Achei brilhante a mediação do apresentador e a disposição da TV Cultura de abrir um programa ao vivo para receber críticas, inclusive da ex-apresentadora Soninha. Isto mostra a independência da emissora, a única TV estatal do mundo que não é utilizada para a propaganda do governo. A apresentadora faz o que quiser da vida dela, e deve responder por isso; assim como a emissora tem o direito de manter em seu quadro de funcionário os profissionais que bem entender, e assumir as conseqüências da opinião pública. Acredito que manter a apresentadora seria muito pior para a imagem da emissora.
Berto Oliveira
Rio de Janeiro
Mais uma vez o ator Carlos Vereza fez o papel do vilão. Brilhantemente como sempre, diga-se de passagem. Interpretando fielmente aquilo que o telespectador anônimo sentia sobre o caso da apresentadora Soninha, a "canabista" confessa, Vereza deu ao debate o tom de lucidez do qual até o competente moderador fugiu, talvez até inconscientemente, pelo fato de ter sido ele também outrora realmente um "demitido-injustiçado". Mesmo não poupando em nenhum momento a revista Época do sensacionalismo barato da sua reportagem, Dines fez pesar seu dedo mais sobre o prato da balança da culpa da Cultura pela "paixão pública" de Soninha que, posando de vítima, sentiu-se mais à vontade ainda para negar a inconseqüência do seu comportamento na entrevista.
Nenhum empregador vem a público expressar-se quando admite um funcionário, e muito menos o faz quando o demite. Quem deu ar de notoriedade à sua saída foi a própria demitida quando tornou pública uma prática comportamental sua que rivaliza com os próprios fins da empresa para a qual trabalhava. Não questiono o fato de a cidadã comum Sônia permitir-se o uso de uma droga ilícita, pois tão somente a sua consciência deve ser o juiz daquilo que ela faz em privado. Mas no caso da figura pública Soninha, apresentadora de um programa de comportamento para a faixa adolescente, esse juiz passa a ser a sua responsabilidade moral diante desse seu público-alvo e, por isso, qualquer manifestação que possa vir a abalar essa credibilidade deve ser contestada.
Fumar maconha pode não ser crime, mas fazer apologia do seu uso é. Mesmo não querendo, implicitamente a apresentadora o fez. Obviamente, Soninha não é uma criminosa e nem deve ser tratada em nenhum momento como tal, contudo deve ela sofrer o ônus do seu ato mais impensado, ou seja, falar quando deveria simplesmente ficar calada. Aliás, foi por isso que Deus fez o cérebro bem maior que a língua.
Eduardo Nicolodi
A TV Cultura mostra, mais uma vez, que é a emissora mais aberta às novas questões de nossa sociedade. Assisti ao programa e percebi que a questão é mais simples que pensava! Foi dito que a apresentadora (da qual sou um admirador) não pensou nas conseqüências de suas declarações frente ao público. O programa RG tinha um caráter "jovem". Essa questão não devia ser discutida a fundo e com quem está mais próximo desta realidade (os próprios telespectadores e a apresentadora)? Não estamos sendo hipócritas mais um vez em deixar este assunto (o uso da maconha) sem discussão aberta e sincera (sobre a erva, e não sobre a revista)? A história mostra e comprova os efeitos da proibição, muito mais nocivos do que os da própria droga. Lembram-se da Lei Seca? Quantas pessoas começaram a beber ou se entregaram de vez à bebida pela simples emoção do proibido?
Não defendo a total liberação das drogas, porém acho que a forma como o assunto é encarado assusta pais e aproxima os potenciais usuários à droga. O pensamento análogo com a bebida alcoólica (sabidamente muito mais prejudicial que a maconha), com o cigarro (absolutamente prejudicial) e a facilidade de adquirir fármacos tão ou mais alucinantes que a erva não justifica, mas serve como um marco inicial para a discussão, da maneira como devem ser encarados estes paradoxos.
Gostaria de finalizar dizendo que é preciso que alguns conceitos sejam repensados, principalmente o conceito de moralidade e do que é certo ou errado.
Alberto Andrade
Tenho também 34 anos como a Soninha, usei tal química e isso não quer dizer que tenho uma vida anormal, sou chefe de família com esposa e filho de 9 anos e jamais essa atitude poderia ter afetado minha carreira profissional. A verdade é uma só: somos uma nação cheia de hipocrisia.
Wilian Horiuchi
Estudante de Administração
Não uso drogas, não sou a favor da legalização, mas não acredito que a "punição" seja a melhor alternativa. O problema é mais profundo, e talvez a solução seja como um processo matemático, em que não se descobre o erro da conta ao olhar para o resultado incorreto, e sim refazendo o processo da forma correta. Seguindo por este método, podemos supor que as diferentes opiniões são provenientes de formações muito diferentes. Soninha achou que poderia, sem grandes problemas, expor seu comportamento, mas esqueceu que, em média, a sociedade brasileira não tem maturidade suficiente para encarar este tipo de "liberdade de escolha", pois não está preparada para fazer escolhas próprias. Um problema da educação, pois sabe-se que em muitas escolas muitos professores fingem que ensinam, enquanto muitos alunos fingem que aprendem e ambos fingem que possuem opinião própria. Lamentável.
O Estado deve zelar para que a sociedade caminhe com as próprias pernas. A mídia deveria ampliar o debate, trabalhar as "questões-base" do problema, buscar a imparcialidade. E acompanhar o assunto para que não caia no esquecimento como ocorre inúmeras vezes. Perguntas: o Grupo Globo, controlador da revista Época, na posição de "acrescentar valor" ao debate para os jovens, contrataria a Soninha agora que ela está "desempregada"? Se o cigarro comum (legalizado) faz mais mal à saúde do que outros entorpecentes, por que não se proíbem ambos?
Haroldo Almeida Barrada
Cresceram no meu conceito a própria Soninha, que não conhecia, por pagar um preço, mesmo que por distração, pela sinceridade, e Marcio Thomaz Bastos, pelas intervenções equilibradas. Caiu, lamentavelmente, meu conceito sobre Dines e Vereza, aos quais acompanho há décadas, por não terem sabido se subtrair à tarefa de bater em alguém caído, algo particularmente repulsivo em homens e profissionais com a experiência e vivência deles. É um dia triste.
Eloisio Paulo Alves
Comunicar é uma arte, um comunicador de televisão é um grande formador de opinião. Para atrapalhar é muito fácil, basta um gesto, uma palavra e logo vê-se o resultado. Fazer ou promover o bem requer sacrifício e renúncia. A Cultura está de parabéns por ter demitido sua funcionária, que sirva de exemplo a outros formadores de opinião.
Carlos Tiba
Engenheiro
Fica demonstrado que quando se cobra uma ação é sempre o lado mais fraco que paga a conta. Nesta comédia de erros em que todos erraram, vejo que os executivos da TV Cultura tomaram uma decisão simplória e de menor custo; até parece uma ação de um executivo de finanças, típico desses MBAs que estão levando as empresas do mundo à bancarrota. O fato é que a TV não podia deixar este fato passar em branco. Existe sim a responsabilidade com o público jovem e com a formação de opinião. O que fazer? Processar a revista Época? Brigar com a gigante Globo? Lançar um alerta? Levantar uma polêmica? Exigir uma retratação? Não, o mais simples foi demitir a apresentadora e fim. Sem explicações nem direito de defesa e mais, sem respeitar o público que no final é quem ficou prejudicado. Quem ganhou foi quem mais errou: a revista. Que injustiça!
Lauffs
Gostaria de saber se o jurista que está presente acharia normal ver o filho dele na esquina de sua casa fumando um cigarro de maconha. Visto que, segundo suas palavras, não é nenhum crime.
Sandra Franco
Sou professora e advogada, tive, uma semana antes do incidente com a Época, o privilégio de conhecer a Soninha, pessoalmente, em seu programa, RG. Estive presente para falar sobre vestibular. Trabalho com jovens há muito tempo; muitos deles consumidores de maconha, cigarros, álcool, McDonald's, novelas, enfim, uma série de drogas... Minha impressão sobre ela foi a de uma pessoa esclarecida, carismática e profissional. Ouvi, após a demissão da Soninha, barbaridades acerca do assunto "maconha" e, confesso, tive a infeliz certeza de que a hipocrisia deve primar em nosso meio como o mito "que é nada e é tudo". O que importa são as aparências...
Depois de ter assistido a esse excelente programa de hoje, pude ver e ouvir muitas das barbaridades que já ouvira e lera durante a semana e que ribombaram em meus ouvidos... preconceitos, ignorância, por parte de pessoas públicas, de alguma forma admiradas por sua inteligência. Por outro lado, ouvi opiniões de pessoas esclarecidas, que se afinam com o meu pensamento. Talvez seja pretensão de minha parte, mas me vi representada pelas opiniões do Dines e da própria Soninha: uma TV educativa, que se propõe a assim ser, não pode se furtar ao debate amplo, tampouco usar de meios autoritários, como forma de cultuar o "mito que é nada e é tudo". Se a TV Cultura preocupou-se com sua imagem, e não com o esclarecimento dos jovens, fãs da Soninha, falhou em seu propósito. Readmiti-la seria, na minha opinião, mostrar o quanto o debate é importante, o quanto é possível equivocar-se e, ainda assim, ser inserido no meio social.
O equívoco a que me refiro é duplo: pela atitude autoritária da emissora; e pelo risco de uma exposição, que, mesmo sem desejar, a Soninha assumiu. Perdeu ela um fortíssimo meio de efetivamente esclarecer aos jovens sobre a descriminalização das drogas (e sobre outros tantos assuntos que já eram pauta de seu programa); e perdeu a TV Cultura uma chance de mostrar o verdadeiramente educar.
Francisco Brito
A capa da revista estampou fotos de quatro cidadãos, entre eles pessoas até mais notáveis que a apresentadora Soninha. Por que apenas ela sofreu linchamento? Acho que sei: era a única que mantinha vínculo empregatício. Mais uma vez o empregado paga o pato.
Rafael De Lorenzi Kambara
Todos os convidados massacraram muito a Soninha. Eu tenho 19 anos e não é por isso que sou usuário. Também não fui a favor da demissão da Soninha! Todos sabem o quanto ela é inteligente, competente, e pelo que eu saiba, ela nunca deixou de fazer um programa por estar sob o efeito da maconha! Gostaria que fosse revista a demissão da Soninha porque a TV Cultura é uma das mais inteligentes emissoras no Brasil.
Layr da Rocha Pitta Lima
Será que se não fosse a "Soninha" apresentadora de programas para jovens, bonita e bem falante, usuária de maconha, e sim a Soninha lá do morro, ou a que mora pelas ruas fumando a mesma maconha, seria tão defendida? Pobre Soninha do morro, ela é a Soninha maconheira, que todos só sabem chutar! Quero dar meus parabéns ao Vereza! E dizer ao jurista Márcio: por que não visita sua terra natal (Cruzeiro ) para ver o que a maconha tem feito por lá? Ao senhor Gabeira, voto da garotada é sempre bom!
Octavio Ferraz Brochado de Almeida Filho
É evidente que aquele que tem poder de influenciar pela mídia qualquer pessoa que seja tem que ser responsável por suas declarações. Essa pesquisa pela internet não tem propósito nem fundamento. Se a declaração foi dada, se o autor da declaração assume tê-la dado, somente ele pode ser responsável por aquilo que falou, e, conseqüentemente assumir as conseqüências decorrentes do fato. Vereza matou a pau quando mostrou as próprias declarações da Soninha a respeito de sua responsabilidade com os "QIs" de ostras que, infelizmente, povoam nossas escolas e assistem nossas TVs. Ela, experiente e madura, seria muito inocente em achar que não teria sua imagem explorada, ela mesma deve ter sido treinada a fazer isso em sua escola de Jornalismo. Muito madura, muito experiente, muito culta, muito conivente com aquilo que pretendeu criticar... muito infantil! Apesar de tudo, de tamanha infantilidade e irresponsabilidade não deve ser crucificada. Amadureça, Soninha, pense no que você transmite e proclama com suas falas, com seus atos.
Regiane
Quando li a Época logo pensei: "Isto vai dar pano pra manga, não vou me surpreenderse for mais comentado do que a matéria ‘Monstro na Rede’, que trata de pedofilia". Este assunto deveria ser discutido com ênfase, pois eu, que sou mãe, me senti aterrorizada com o que li. Soninha é uma profissional extremamente competente e tudo o que "rola" em torno dela, neste momento, é mera demagogia de uma sociedade despreparada, com assuntos muito mais sérios e urgentes. Eu acredito que a opinião pública não é tão burra como supõe a TV Cultura.
Lygia Moura
Rio de Janeiro
Traidora a TV Cultura. Hipócrita e imoral é não fazer o que se prega.
Caio Rodrigo Dias de Assis
Pergunta para Soninha: você já pensou na possibilidade de essa reportagem ter como objetivo te prejudicar, já que você, no seu programa, atacava governo, mídia e outros setores? Quem fez isso sabia que você é uma pessoa sincera e que não mentiria pra se proteger, não é mesmo?
Joana
Acredito que todos nós sejamos passíveis de erro. Então, por que estão fazendo da Soninha uma vilã? Se ela fuma é problema dela, afinal quem neste mundo não tem pecados? Se fumar maconha é pecado, o que dizer dos alcoólatras e dos fumantes de cigarros comuns? Acredito que temos que ajudar um ao outro, e a Soninha tem que ter todo voto de credibilidade e não ser martirizada!
Michael Conde
Cataguases / MG
Gostaria de saber da Soninha se ela repete agora a frase "eu fumo maconha" e se ela está arrependida de tudo isto.
Edberto Cardoso
São Paulo
Por que a Soninha, uma pessoa pública, teria que dizer o que faz, ou que fez, ou o que deixa de fazer? O que levou a Soninha a dizer isto? Alguém queria saber isso?
João Saraiva
Se Soninha falasse a respeito do álcool, que mata mais e é mais banalizado que a maconha, nada teria acontecido. A Cultura se disfarça de democrática, mas agora revelou toda a sua desinformação com uma postura covarde. O Vereza, que é fascista, esquece que a mulher que é estuprada por usar minissaia não pode ser culpada pelo crime, como a Soninha não tem culpa por ter sido enganada.
Sérgio Bento
Professor
A hipocrisia reina no país. Soninha foi punida por falar a verdade. Ao tirar a máscara, a apresentadora, já vitoriosa por entrar no machista mundo da crônica esportiva, inova outra vez e inicia um debate fundamental.
Marcelo e Mara
Não foi muita inocência da parte dela, ainda mais sendo jornalista, não ver que tal matéria causaria polêmica e poderia ser usado na capa? Se a direção da emissora não tivesse tomado tal atitude não se comprometeria?
Cleber Rodrigues
Rio de Janeiro
Gostaria de saber da Soninha se alguém na família dela também faz uso de maconha, inclusive pessoas menores de idade, e se ela apóia este tipo de consumo em família.
Angélica Montalioni
Empresária
É mais do que lamentável ver uma postura tão hipócrita e limitada como esta da TV Cultura. É triste ver que, nos momentos em que se espera a aplicação do que se prega, os dirigentes tenham esta postura ridícula. Onde está a liberdade de expressão? Balela pura. Era fã da TV Cultura, mas acabo de ver que são, como tantos outros, hipócritas e sem diferencial. Não sou adepta da maconha. Sou adepta da liberdade de expressão.
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