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OBSERVATÓRIO NA TV

 

OBSERVATÓRIO NA TV

TVE e TV Cultura, terças-feiras, 22h30

Você pode participar ao vivo

DDG: (0800) 216-689
Fax: (021) 2232-3271

E-mail: obstv@tvebrasil.com.br

 


DOS TELESPECTADORES
Reinaldo Leal
Jornalista

Foram anos em que a criatividade e a imaginação estiveram no poder. Depois vieram frios administradores. O Brasil precisa de quem crie dentro da nossa realidade, e não simplesmente copie o que os outros fazem em todas as áreas.


Mittaraquis

Sou um fã do programa e um grande admirador dos distintos apresentadores Dines e Lúcia. Gostaria de externar minha satisfação com a qualidade alcançada pelo Observatório da Imprensa. Aproveitando a oportunidade, envio modesta sugestão: que tal se discutir o conteúdo cultural acadêmico, referente às artes e às ciências nos cadernos especiais?


Vera Brant

A minha imagem dos Anos JK é a sensação de felicidade que tivemos de ter um presidente que acreditou no valor de sua gente e, com esta mesma gente, saiu rasgando estradas, fundando usinas, fábricas, criando escolas e universidades e terminou plantando uma cidade no meio do Brasil. E saiu contando ao mundo, em palestras e conferências, o potencial desta gente. Um brasileiro esperançoso de estar semeando um Brasil novo onde todos, de mãos dadas, pudessem unir suas forças na construção de uma terra fértil e justa para os seus filhos.


Walter Merigo

Juscelino pode ser considerado o maior democrata brasileiro? Por quê?


Carlos Alberto

Taboão da Serra / SP

Como se já não bastasse o fato de que a cobertura dada pela imprensa e pela mídia televisiva às comemorações da fundação de São Paulo se reduza, ano após ano, à quantificação dos ingredientes do indefectível bolo de aniversário, ou à contagem do tempo em que desaparece nas mãos dos incautos, ainda paira sobre as nossas cabeças a omissão de fatos, tão cara aos regimes ditatoriais. Refiro-me aqui ao fato de que não houve qualquer menção ao ato espúrio cometido contra as cantoras Rita Lee e Zélia Duncan. Alvo de objetos atirados por vândalos travestidos de público, as cantoras encerraram o show que faziam antes do previsto. Nem Globo, nem Bandeirantes, nem SBT, nem Record... e acho que ninguém, exceto alguns honestos da internet, tocaram no assunto. Será que a intenção era não melindrar a aniversariante?


José Fernando Vaz

Rio de Janeiro

Acompanho sempre que posso esse excelente programa, que considero um verdadeiro oásis de reflexão nessa unanimidade pasteurizada a que, infelizmente, nossa imprensa está reduzida. Infelizmente não pude assistir ao vivo ao programa com Juca Kfouri, pois estava hospitalizado, mas ainda assisti à reprise. Lamentei profundamente o posicionamento do Kfouri que, para mim, colocou panos quentes na questão envolvendo a Rede Globo e a CPI. Ora, dizer que a Globo não fazia idéia do prejuízo que poderia ter se associando aos cartolas e que quando percebeu ajudou na apuração dos fatos não me convence de jeito nenhum.

Ressalto que acredito que seu posicionamento é legítimo e honesto, mas, como acompanho o noticiário com atenção, não consigo absorvê-lo. Gostaria de lembrar que o cisma entre a Globo e a cartolagem, mais especificamente Eurico Miranda, se deu a partir da tragédia em São Januário e seus desdobramentos imediatos. Sou vascaíno, mas naquela situação não haveria discussão: o jogo tinha que ser suspenso e o São Caetano declarado campeão. Não gostaria de lembrar detalhes, mas ficou patente durante a transmissão, e a partir daí, o "desconforto" criado pela insistência do Eurico em manter o jogo (que causou atrasos na programação e conseqüentes prejuízos) e a briga por um novo jogo (imposto pelo Clube dos Treze sob sua influência), que chegou ao seu clímax na propaganda do SBT na camisa do Vasco. A partir daí, o que já corria há anos de boca em boca foi parar no Jornal Nacional (com o requinte da contratação de um ex-agente da CIA) e então na CPI. Um amigo foi muito feliz na comparação: Eurico está para a Globo como bin Laden para a CIA. Sua liderança entre os dirigentes ajudou as negociações, mas quando ele quis impor suas vontades...

Apesar do atraso espero estar contribuindo para o debate e sugiro que a partir do lançamento da biografia do jornalista David Nasser seja realizado um programa sobre a evolução da imprensa brasileira desde a sua criação. Gostaria também de ver debatidas as razões que levam a que diversas personalidades/instituições de má fama sejam toleradas durante anos sem maiores questionamentos e de repente desmascaradas.

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