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OBSERVATÓRIO NA TV

 

OBSERVATÓRIO NA TV

TVE e TV Cultura, terças-feiras, 22h30

Você pode participar ao vivo

DDG: (0800) 216-689
Fax: (021) 221-0566

E-mail: obstv@tvebrasil.com.br

Videoconferência: veja instruções em http://www.tvebrasil.com.br/video.htm

 

Questão de método (*)

A.D.

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa. Este programa é dedicado à memória do patrono do moderno jornalismo brasileiro, Barbosa Lima Sobrinho, falecido no domingo passado [16/7]. O lugar do Dr. Barbosa jamais será ocupado. Mas o que ele disse em janeiro de 99 aqui nesta TVE deve servir de bandeira a todos os jornalistas: "Se me arrependo de alguma coisa foi de não ter tomado parte em todas as lutas que apareceram em meu tempo". A nossa luta de hoje tem a ver com gravações telefônicas. Você sabe o que é um grampo? É a gravação clandestina de uma conversa telefônica. Seu uso pela imprensa é discutível. Mas na quinta-feira passada o país foi sacudido pela edição antecipada de IstoÉ com a transcrição de uma fita em que o ex-juiz Nicolau dos Santos ou alguém que se fazia passar por ele fazia pesadas acusações a diversas figuras públicas. Você será convocado hoje para discutir a diferença entre dois tipos de fitas. O grampo é uma conversa espontânea onde interlocutores sem saber que estão sendo espionados fazem revelações sensacionais. É diferente de uma entrevista produzida para divulgar acusações. O grampo contém uma conversa espontânea; a fita que abalou o país tinha toda a aparência de uma conversa armada. A este Observatório não interessa discutir o teor do que foi denunciado – interessa discutir o método. Porque, em última análise, o jornalismo é um conjunto de métodos e meios que jamais podem comprometer os fins.

(*)Editorial do programa Observatório da Imprensa na TV, nº 111, exibido em 18/7/00

 

DOS TELESPECTADORES
Ana Lucia Amaral

São Paulo, SP

É necessário desmascarar discursos pretensamente democráticos, invocativos das normas constitucionais, em nome da liberdade de expressão. Os valores humanos têm que ser sopesados: entre a liberdade das empresas publicitárias e os fabricantes anunciantes, deve prevalecer o direito à saúde.

Ederaldo Wagner

Curitiba, PR

Sou de pleno acordo da proibição da veiculação da propagada de cigarros, principalmente na TV, porque o público que eles querem atingir, sobretudo quando patrocinam o esporte, são os adolescentes, que por não terem auto afirmação, vêem no cigarro uma forma de se sentirem mais poderosos, demonstrando uma pseudo maturidade, sendo estes as principais vítimas desta casta de mercenários. O Sr. Edhiney deveria se envergonhar de estar tão seduzido pelas altas cifras aí envolvidas.

Eduardo Higino

A proibição de propaganda do cigarro em Tv, Rádio, Jornais e Revistas está correta.

Elisa

Disseram no programa que a propaganda de cigarros, auto-regulamentada, só pode passar depois das 22 horas. Mas quem disse que criança não vê TV depois das 22 horas, se Pokémon, a febre da garotada, passa depois das 22 horas? Alguma coisa está errada, há uma inconsistência nessa auto-regulamentação. Mesmo que passe na TV paga, a criançada sempre fica zappeando nos intervalos.

João Luís

Boa noite, porque não se usa também as imagens que o fumo provoca como por exemplo, um câncer na garganta, a comparação de um pulmão sadio e de um fumante, porque ao meu ver o ser humano tem que ver o ocorrido para assim poder acreditar.

José Adilson Marques Bevilacqua

Na verdade igual ou pior, tão corruptora ou mais, que a propaganda do cigarro nos meios de comunicação social é a propaganda dos governos em todos os seus níveis, isto é municipal, estadual e federal que manipula a opinião pública e cala os meios de comunicação.

José Ferreira Prata

Osasco, SP

Absurdo a posição do Conar e da Abert. A sociedade não deve ter que pagar o tratamento das doenças causadas por propagandas e indústrias tabagistas.

Julio Honda

Sou a favor da proibição da veiculação da propaganda de cigarros. Porém se fosse desejável que esta propaganda fosse permitida, então para cada comercial de cigarro veiculado seria também desejável que fosse veiculado um, mostrando os malefícios do uso do cigarro e que este comercial tenha os mesmos esforços de criatividade para que os usuários desta droga deixem de usa-los ( as expensas da industria tabagista) e não apenas uma lacônica mensagem do ministério da saúde.

Dom Yoshi

Belém, PA

Nem é preciso coisíssima nenhuma ser jurista para se concluir que é crime hediondo e portanto inafiançável a fabricação e a sua veiculação em propagandas, pois a constituição é bem clara quando prevê que a saúde é prioritária e embora hajam artigos que possibilitem a fabricação e divulgação do cigarro estes estão anulados em função da saúde do cidadão. E todos aqueles que estiveram, estão ou vierem a estar movendo alguma ação em defesa do cigarro é criminoso e nocivo à sociedade e deve ser alvo imediato de prisão sem restrições.

Luiz C. Montouro

São Paulo, SP

Gostaria de saber da possibilidade de se fazer os fabricantes de cigarros arcarem com as despesas dos hospitais, quando se constatasse que foi o cigarro que originou a doença e o tratamento do doente. Daí, nem se precisaria proibir a propaganda de cigarro - que como todos sabem - prejudica a saúde dos fumantes e o "bolso" do contribuinte.

Agradeço a participação.

Luiz Dalpian

Santo André, SP

Sou pela lógica: é comprovadamente pernicioso, portanto deve ser proibida a publicidade, a venda e a fabricação. Que as fábricas de tabaco e as agências de publicidade vão ganhar a vida com trabalho honesto.

Valber Vander Linden

Garanhuns, PE

Sou publicitário fumante e gostaria de parabenizá-los pelo excelente debate sobre as restrições à mídia de cigarros, os representante dos veículos de comunicação responderam com argumentos fracos e repetitivos enfraquecendo ainda mais os motivos para a não aprovação da nova lei. É inconcebível argumentar o direito de veiculação de qualquer produto para justificar milhares de mortos e muitos outros agonizantes por causa do fumo. Somente quem já conheceu a morte de algum ente querido ou até mesmo presencia a agonia do estado terminal de quem já foi viciado sabe da importância dessa lei.

"Toda e qualquer manifestação contra todos os tipos de drogas deverá ser bem - vinda em qualquer tempo, em qualquer lugar.

Orestes Nigro

Fui fumante inveterado e por isto carrego 4 pontes de safena; hoje sou a favor não só da proibição da propaganda de cigarros e de bebidas alcóolicas, mas também da sua própria fabricação e comercialização; o argumento da Abert e da Conar é de um cinismo hilariante; pois a nossa Constituição de 88 tem sido freqüentemente rasgada pelas medidas provisórias do rei Fernando II, e a Abert nunca protestou (vide reeleição a toque de compra de votos e outros desrespeitos institucionais). deixem de ser demagogos, o que vocês não querem é perder a conta da souza Cruz e do resto desta quadrilha de traficantes institucionalizadas, estas sim!

Paulo Cardozo

Na minha opinião, a proibição da veiculação de propaganda de tabaco não tem relação com saúde pública; tem a ver sim com interesses de ordem econômica e sim sensacionalista, pois se o valor gerado pelas companhias de cigarros fosse destinado ao ministério da saúde e não ao ministério da fazenda, nesse país de tantoas desigualdades não se ouviria falar na tal proibição.

Eu não sou fumante

Rafael Cardoso Pereira

Rio de Janeiro, RJ

Trata-se aqui da saúde da populção. É dever do Estado intervir diante de assunto tão relevante.

Aprovo a idéia de proibir a publicidade de cigarro.

Sonia Knopf

Afinal um Ministro da Saúde levanta sua voz em defesa da saúde pública, propondo a proibição da propaganda de cigarros. Os argumentos econômicos em favor da propaganda são completamente hipócritas, e só interessam àqueles que lucram diretamente com isso.Todos nós, entretanto, arcamos com as graves consequências do fumo, em termos de saúde pública. Senhores interessados nesta propaganda: fumem bastante, ensinem seus filhos a fumar desde cedo, morram de enfisema, câncer do pulmão e que tais, e deixem-nos em paz, por favor.

Tommy

Atibaia, SP

Sou favorável a aprovação da lei que proíbe a veiculação de propagan- das de cigarro. Mas acho que ela não será aprovada pelo fato de afetar interesses de multinacionais e outros grandes grupos financeiros. Gostaria de deixar minha proposta de alternativa. Obrigar a cada fabricante de cigarro a pagar o custo de produção e de transmição de uma propaganda que mostre os danos que o cigarro causa a saúde. Sendo veiculada essas após seus anúncios. Obrigado pela oportunidade.

Yvonne Stern

Rio de Janeiro, RJ

Aprovo a ideia de se proibir a propaganda de cigarros nos meios de comunicação. As verbas gastas em publicidade deveriam ser destinadas à pesquisa da cura do cancer.

Sergio Fajardo

Mandaguari, PR

Escrevo especialmente para agradecer o fato de terem aceitado minha sugestão e produzido um programa com o tema propaganda de cigarros. Não sei se essa era a intenção mas atenderam exatamente o que pedi no meu último e-mail.

Rubens Danilo

Antes de se aprofundar a questão de forma tão genérica, cumpre perguntar: É lícito e ético induzir as pessoas ao consumo de um produto nocivo a saúde? Mostrem-me um único anuncio de cigarros que seja informativo! Existe algum? A ABERT fala em direito a informação. Estou me formando em Publicidade e Propaganda na UNI-BH (Belo Horizonte), mas não sou adolescente - tenho 56 anos. Não concordo com propaganda nos meios de comunicação de massa de cigarros, bebidas, medicamentos e armas.



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