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OBSERVATÓRIO NA TV
OBSERVATÓRIO NA TV
TVE e TV Cultura, terças-feiras, 22h30
Você pode participar ao vivo
DDG: (0800) 216-689
Fax: (021) 232-3271
E-mail: obstv@tvebrasil.com.br
DOS TELESPECTADORES – I
Vitor Rodrigues
Universidade Federal do RJ
Caro Alberto Dines, como você deve estar informado, os funcionários e os professores das universidades públicas federais de todo o país estão com suas atividades paralisadas. O jornal O Globo, do Sr. Roberto Marinho, fez uma longa matéria com o atual ministro da Educação recentemente em que se tratou de tudo, menos desta questão que deve interessar a alunos, pais e mestres para não sermos taxados de megalomaníacos. Uma das grandes questões de todo o movimento paradista, em particular o desse tipo de categoria profissional, é como a mídia aborda o embate entre grevistas e quem deve atender às reivindicações. Não estando à frente de uma linha de montagem que afeta o bolso do patrão imediatamente, mas que atinge o futuro da nação como um todo a longo prazo, o sucesso desse tipo de movimento depende basicamente de como a sociedade se posiciona em relação à justeza ou não do movimento. O atual ministro da Educação foi reitor da Unicamp e também fundador e dirigente da Associação Nacional de Docentes de Ensino Superior (Andes). Portanto, é profundo conhecedor do mecanismo de uma greve que envolve o quadro de docentes da qual por sinal faz parte. O Sr. Roberto Marinho é profundo conhecedor do mecanismo de financiamento da educação no Brasil e concorrente das escolas públicas na partilha dos escassos recursos de que todos necessitam. Na atual conjuntura, a quem os professores e funcionários das escolas superiores podem recorrer, e de que forma, para que as suas demandas cheguem ao conhecimento da sociedade? Contando com seu apoio para um momento que é de profundo desconforto, como educador e cidadão, desde já confio na sua integridade e independência, nessas tristes épocas de exclusão a que estamos sendo submetidos.
Marcos Pontes
Eunápolis / BA
Senhores, por favor permitam-me expor algumas teorias que formulei:
** A imprensa, ao dar tanto destaque a um seqüestro, ajuda a consolidar a idéia de que nem todos são iguais. Segundo informações oficiais, hoje existem 13 pessoas em São Paulo em cativeiros de seqüestradores.
** O grande índice de audiência das televisões se deu pelo gosto popular pelas desgraças e também pelo carinho que tem por Silvio santos, que há 40 anos invade nossas casas.
** O governador, segundo notícias de hoje, aproveitando o grande índice de assistência do público, tentou se aproveitar disso para dar uma de super-herói. Será que ele faria o mesmo se um bancário ou um simples comerciante fosse seqüestrado?
** Já diz a sabedoria popular que "o que é proibido é mais gostoso". Essa superexposição da mídia desperta em jovens que passam as mesmas dificuldades que o seqüestrador de Sílvio Santos a tentação da fama e do dinheiro de forma tão espetacular quanto a dele e acham que podem fazer o que ele fez, só que com mais inteligência e com menos riscos, afinal "coisa ruim só acontece com os outros".
Elaine Meire Mattos
Admitradora de empresas – Osasco / SP
Se há deficiência da polícia, o que vocês acham de a mídia (imprensa falada e escrita) ficar endeusando bandidos?
Aquino
Rio de Janeiro
Se o seqüestrado não fosse o Sílvio Santos, e sim um cidadão comum, inclusive, um cidadão da classe média, será que o governador deixaria suas atividades para negociar ou mediar, enfim, atendendo às exigências do bandido ou até mesmo do seqüestrado? E se a moda pega, como fica?
Fernando César
Recife / PE
Sou professor de Literatura e Produção de Textos em dois pré-vestibulares em Recife e trabalho exaustivamente a importância que a boa leitura exerce na vida dos meus alunos. Dentre muitos temas trabalhados em sala está o comportamento da mídia no cotidiano das pessoas. O Observatório da Imprensa é sugerido sempre como exemplo de excelente meio de informação. Gostaria que os colegas de profissão antes de serem professores fossem verdadeiros educadores para a vida. Parabéns!!
Fabrício Francis
Uberlândia / MG
Na minha opinião, a mídia deveria ter tratado o caso Silvio Santos como outro qualquer. É lógico que se fosse o seqüestro de uma outra pessoa, as informações seriam diferentes, o âmbito das apurações seria outro. O profissional da comunicação deve transpor as informações de maneira isenta e se for de interesse público devem ser noticiadas. Ao meu ver não existe o que foi colocado por muitos profissionais durante o seqüestro da filha do Silvio Santos e dele próprio, de respeitar o caso e não noticiar nada. Não há motivo para beneficiar um ou outro. Na verdade, o jornalista despreparado e os mal-intencionados tentam polemizar, sensacionalizar certos casos, e os jornalistas profissionais que agem de maneira correta são colocados no bolo. Eu gostei do posicionamento do diretor de jornalismo da TV Cultura, que disse que a cobertura deveria ser dada como outra qualquer. Os jornalistas estão esquecendo a função básica de todo bom comunicador, o de reportar os fatos e nada mais. E alguns profissionais estão querendo virar atores. E mais, Silvio Santos teve o que eu acho que ele sempre sonhou, ser notícia principal em sua rival, a Globo.
Sérgio Araújo
Recife / PE
Quem teria autoridade (democrática) para proibir a exibição das imagens pela imprensa, na hora do ocorrido com Silvio Santos, caso fosse constatada pela polícia situação de risco para os envolvidos devido à cobertura da imprensa?
Jose Pinna
Gostaria de saber se o apresentador deste programa já sofreu alguma pressão para mudar o rumo do mesmo por estar incomodando uma classe que se acha a dona da verdade no Brasil.
Celma
Minas Gerais
Por Deus! Parem de falar sobre violência. O brasileiro está ficando neurótico. Ninguém agüenta mais ouvir nem o nome de Sílvio. Discutam a omissão da imprensa, sobretudo a televisiva, quanto a desemprego, juros altos, greves que estão pipocando e muito mais.

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