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OBSERVATÓRIO NA TV
OBSERVATÓRIO NA TV
TVE e TV Cultura, terças-feiras, 22h30
Você pode participar ao vivo
DDG: (0800) 216-689
Fax: (021) 232-3271
E-mail: obstv@tvebrasil.com.br
DOS TELESPECTADORES
Ana Paula Saab e Manoel Martins dos Santos
Jornalistas
Parecem-nos pueris demais essas discussões em torno do seqüestro de Silvio Santos. Parece-nos, também, óbvio o fato de o seqüestro do apresentador ter tido mais destaque que o primeiro, de Patrícia Abravanel. Ora, no primeiro seqüestro era "apenas" a filha do apresentador mais famoso e popular do Brasil, sem falar no apelo da família para a mídia ficar longe. Já no caso do Silvio, vários fatores foram determinantes para o aumento do destaque: a ousadia do seqüestrador, que voltou ao local do crime no dia seguinte, após uma fuga cinematográfica, para seqüestrar o próprio Silvio Santos. Não é mais a mesma situação! Dines, por favor, você enquanto jornalista não faria o mesmo? Nós, particularmente, não vimos exagero nenhum, nem da mídia nem do governador do rstado que, se não comparece e o Silvio é morto, poderia enterrar sua carreira política, sem falar no risco que sofreria por parte da histeria que o homicídio de um homem como Sílvio Santos causaria, não apenas nas colegas de trabalho como em toda a população brasileira.
Werden Tavares
Aracaju / SE
Qual a credibilidade que fica, para nós estudiosos e "profissionais" da comunicação ou mesmo telespectadores, de um evento "pop" como este sendo mal coberto? Ou será acobertado? Ou o que será?
Christiano Fossari Fernandes
Estudante de Jornalismo
Primeiro, como estudante brasileiro quero agradecer a todos que tornam possível esse programa pelos belíssimos debates. Sempre que tenho oportunidade, paro para vê-los. Dentro das atuais circunstâncias globais, eles têm auxiliado muito. Não só a mim, como, acredito, a outros milhares de brasileiros que estão antenados. Continuem assim, vocês estarão brindando o povo com informações as mais precisas possíveis, como tenho visto. Afinal, não é mais possível tomar decisões sem estar apoiado em informações oportunas e, tanto quanto possível, amplas e seguras. Tenham a certeza de que vocês estão cumprindo o papel de informar com excelência o povo do nosso Brasil.
Chaim Samuel Katz
Prezado Dines, li seu artigo de ontem, no JB. Lembro que, muitos anos atrás, você e eu e mais o diretor do Colégio Bennett estávamos numa mesa-redonda pela paz entre israelitas e palestinos, pressionados por um grupo judeu de direita, quando "alguém" avisou, por escrito, ao reitor-diretor que havia uma bomba no auditório. Lembro que os três ficamos na sala, esperando os "amigos" do Dops, que nos protegeriam... enquanto o auditório se esvaziava. Bem, esta pequena história comum me leva ao direito (que me atribuo) de dizer que achei seu escrito corajoso e necessário, não apenas porque vem de você mas também por expressar idéias e pensares que julgo importantes para o debate. Mas, além de tudo, achei o artigo de uma enorme dignidade, no sentido kantiano da noção (o que não considera apenas as finalidades, mas também os meios) e de grande generosidade (aumentando, de modo significativo, o gênero ao qual pertencemos). Reitero minha admiração e me situo na condição de seu amigo.
Leonardo Barreto Pinto
Macaé / RJ
Assisto aos programas às terças-feiras e gosto muito da forma como são tratados os diversos assuntos referentes aos nossos meios de comunicação. Bem, sendo fã e trabalhando na área, gostaria de emitir uma opinião e, perdoem-me se o tom for de desabafo: estranhei que os meios de comunicação recentemente tenham deixado o Rio de Janeiro fora das notícias (imagens) sobre o desfile cívico de 7 de setembro. Pareceu que o Rio de Janeiro não se enquadra, no momento, no interesse das emissoras na divulgação de notícias como estas, já que Brasília (claro, a capital do país), São Paulo, Belo Horizonte e até Goiânia tiveram seu destaque merecido, ainda que discretamente. Mas a Cidade Maravilhosa ficou fora do foco; justo o Rio de Janeiro, o segundo estado em significância para a nossa economia. Para minha surpresa, li num jornal, numa espécie de foto-legenda, que houve desfile cívico-militar na cidade, sim.
Na minha opinião, parece haver uma estratégia política para não evidenciar a cidade, acho eu, de evitar ao máximo mostrar a imagem de certo(s) político(s). Não sei se estou neurótico como a personagem de Bruce Willis no filme Teoria da conspiração ou se a classe política do estado incomoda mesmo aos todo-poderosos dos meios de comunicação do país. Outra questão interessante é com respeito ao enfoque religioso. Não é de hoje que nos meios de comunicação e na sociedade ser evangélico – os chamados crentes – é motivo de chacota. Um colunista do jornal O Globo, na edição de domingo, 8 de setembro, cita, por exemplo, em sua coluna a notinha: "Os shows do bispo Crivela vão lhe render votos." Quando o fato é com evangélico trata-se de "show"...
Outro caso é quando um criminoso preso em flagrante (e já vi inúmeras matérias assim) e o texto corre da seguinte forma: "Fulano de tal (evangélico) assassinou cicrano." Nunca li "fulano de tal (espírita)", "fulano de tal (católico) assassinou cicrano". Na verdade há uma pré-disposição dos jornalistas em tratar evangélicos como seita e ludibriadores da fé dos outros, apesar de esta classe (falo como evangélico que sou) não depender de recursos públicos (como dependem os irmãos católicos) para restauração de seus templos etc.
Perdoem-me, não quero aqui uma Irlanda, só estou desabafando. Bem, minha opinião é esta, de que a imprensa age com tendenciosidade, sim, nitidamente informando aquilo que convém ao sistema ao qual serve. Mídia capitalista, interesses capitalistas. Políticos que possam ameaçar os eleitos da grande imprensa, são personas non grata,acredito eu. Ah! Uma sugestão de pauta interessante seria: vários veículos de comunicação nas mãos de um só grupo seria prejudicial à democracia ou não? PS: O México passou o Brasil em PIB. Ou seja, o Brasil empobreceu mesmo. Gostaria que o assunto fosse bem divulgado nos meios de comunicação do país.

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