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OBSERVATÓRIO NA TV
OBSERVATÓRIO NA TV
TVE e TV Cultura, terças-feiras, 22h30
Você pode participar ao vivo
DDG: (0800) 216-689
Fax: (021) 2232-3271
E-mail: obstv@tvebrasil.com.br
DOS TELESPECTADORES
Cesar Motta Rios
Estudante de Letras da UFMG
Peço que observem o gritante preconceito religioso em nossa mídia brasileira. Quando é dia de algum santo da Igreja Romana, os telejornais regionais vão às igrejas católicas e fazem uma cobertura enorme dos eventos, evocando tudo aquilo como uma "demonstração de fé". Mas quando uma Igreja Batista faz um evento que deixa o Mineirão lotado nada é noticiado. Quando Marcelo Rossi faz uma missa em SP, com cantores seculares, reunindo umas 500 mil pessoas, a Globo quase vai ao delírio com coberturas sensacionalistas. Mas quando ocorre a "Marcha por Jesus", reunindo no mínimo 1 milhão de pessoas nas ruas da capital paulista... não preciso nem comentar. Tudo que aparece nos telejornais nacionais é uma chamada mais ou menos assim: "Alguns evangélicos tumultuaram o trânsito ao fazerem uma passeata em São Paulo." Nada de imagens, claro que não! Quando uma revista vai se referir a uma religião protestante ela diz "a seita Assembléia de Deus...". Não dizem "Igreja Assembléia de Deus".
Por quê? Será que o jornalista ou o redator tem competência teológica para dizer o que é seita e o que é igreja? Ou será que os jornais estão sob o domínio do Vaticano, aceitando tudo o que o papa falar como verdade religiosa absoluta? Para terminar: quando um criminoso que vem de família evangélica é preso, logo na capa das revistas e na boca dos jornalistas se vê: homem evangélico. Mas ninguém fala da religião de um assassino, ou de um político corrupto quando ele não é evangélico, por que será? Quero informar aos senhores que há um público evangélico que deve ser respeitado! Os jornalistas devem noticiar com distanciamento, não com parcialidade. Que diremos dessa vergonha atual? Nada?
Marco Antônio Tourinho Furtado
Fiquei impressionado ao ouvir outro dia do Newton Carlos, o comentarista internacional da Band (no caso foi na Rádio Bandeirantes de São Paulo), que um pool de empresas jornalísticas dos Estados Unidos, entre elas Washington Post e New York Post, pagou cerca de um milhão de dólares para que o Departamento de Estatística da Universidade de Chicago recontasse todos os votos dos condados com problema na Flórida, de modo a descobrir quem realmente tinha "vencido" a eleição de presidente. Até aí tudo bem. O espanto é saber que a universidade fez o serviço e o pool de empresas decidiu engavetar o resultado, pois considerou que não era bom para os Estados Unidos, envolvido em guerra, divulgar o resultado. Por isso, e a cada dia mais, desconsidero a imprensa que só tem interesse de servir aos grandes e poderosos, e nunca tem compromisso com o público e a verdade.
Juliano
Que bom que vocês existem. Continuem assim, mas faço uma crítica ao cenário do programa: quando os participantes estão falando não daria para tirar as imagens que passam atrás? Torna-se cansativo, não consigo prestar a atenção devida ao assunto. No mais, é o programa mais democrático do país. Gostaria que vocês entrevistassem todos os presidenciáveis e o próprio presidente (claro. ser for possível).
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