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OBSERVATÓRIO NA TV
OBSERVATÓRIO NA TV
TVE e TV Cultura, terças-feiras, 22h30
Você pode participar ao vivo
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DOS TELESPECTADORES
E-MAILS
Eduardo Zanete
Considero que o mais importante não é recuperar o dinheiro desviado pelo juiz Nicolau, e sim desmascarar toda a máfia que participou do desvio para que não voltemos a tratar do mesmo gravíssimo problema mas com personagens diferentes.
Ana Lucia
Gostaria de saber se está certa a imprensa, especialmente a TV Globo, ao dar tanto destaque ao famoso juiz. Isto não é exagero? Esta não é até uma espécie de mórbida homenagem?
Luiz Dalpian
Santo André / SP
O que a imprensa e a sociedade deveriam exigir é a igualdade de tratamento, por parte da Justiça, para o pobre e para o rico.
Mário Annuza
Rio de Janeiro
É, no mínimo, estranho que a rendição do juiz foragido Nicolau dos Santos Neto tenha se dado através de uma "negociação" com o governo federal. Desde quando um ladrão, um usurpador do patrimônio público, pode se dar ao luxo de negociar a sua rendição? O governo federal não negocia, nem negociará jamais, com ladrões. Ainda que sejam ladrões de nível superior. O que ocorreu, a meu ver, foi a fadiga do senhor Nicolau. Vendo que fugir eternamente dos ditames da lei seria impossível, ele resolveu se entregar. A imprensa, infelizmente, trata a questão como uma "negociação com o governo", dando a entender que o governo está sendo amigável com tão desprezível criatura. Não está. A imprensa precisa tratar a questão com mais seriedade, para não comprometer a imagem do governo e, por tabela, a do país. No dia em que o governo de nosso país negociar com um criminoso, como a imprensa nos dá a entender, seremos todos reféns de um governo, por si só, criminoso.
Gustavo Araújo Morais
São José dos Campos / SP
A resposta à pesquisa desta semana me deixou "chateado". É certo que a mídia tem um grande poder de persuasão e nos manipula 24 horas por dia. Mas há de se ver que não mostrando a foto do nosso então ilustre corrupto, o Sr. Nicolalau, ela não está colocando o bandido em sua devida posição.
Vê-se que seria um orgulho para nós brasileiros ver o representante da "condição atual" do Brasil ser tratado como um bandido. Ora, um cara que rouba uma caneta é algemado e uma pessoa que deveria se dedicar a fazer justiça e que rouba milhões dos cofres públicos tem a petulância de desejar e ter seu desejo cumprido, hahahahaha... é de rir.
Melhor dizendo, a mídia adora uma festa... e seria a glória para ela mostrar o sujeito algemado. Dines, você não gostaria de ver o Lalau algemado? A mim me daria um sentimento de "justiça feita", é como se ele passasse pelo vexame de ter seu orgulho caído. Tudo bem que a "praga" vai ficar no bem-bom lá no xadrez, isso se ele não for solto ou fugir. Mas a maioria das pessoas está votando em "não".
A mídia quer mostrar o Lalau preso, claro é do interesse da Rede Globo mostrá-lo preso primeiro que o SBT, assim como a Folha mostrar primeiro que o Estado.
Dá muita raiva ver o juiz optar por ser algemado ou não (o pior é que pode), saber que ele vai ter TV em sua cela. Um homem desses merece mofar no xadrez. É meu dinheiro! O uísque que ele bebe foi comprado com meu dinheiro (não que eu tenha direito de usá-lo para o drinque, mas é meu direito ver o meu imposto sendo usado na compra de cestas básicas para os famintos no Nordeste.
A mídia tem o direito de cobrar a foto, a polícia tem o direito e o dever de colocar aquela linda "pulseira" (não que um dia eu queira usar, longe de mim) nos pulsos dele.
Julio Gnap
Curitiba / PR
Prezado Alberto Dines,
Primeiramente quero parabenizá-lo pelo programa Observatório da Imprensa. Sempre que posso assisto a este programa, e acho que todos os jornalistas e estudantes de Jornalismo deveriam tê-lo como programa obrigatório. Não sou jornalista, mas considero-me um cidadão bem-informado e com visão crítica da realidade, pois tenho 41 anos de idade e 25 como leitor assíduo de jornais e revistas deste país. Por isso aprendi a ver quão grande é a força do poder econômico sobre a imprensa brasileira. Informação é poder, e pelos meios de comunicação se exerce um efetivo controle social.
Dines, tenho medo de assustá-lo com o meu radicalismo, mas, também tenho em mente o que disse Saramago um dia desses em Curitiba: "Quanto mais velho mais livre, quanto mais livre mais radical." Somente as pessoas livres podem ser radicais. Como dizia Marx, a palavra radical vem de raiz e ser radical é ir na raiz dos problemas. Sejamos, então, radicais: para mim a palavra mídia soa mais como um eufemismo, e sabemos que, nas situações críticas, o que é passado para a grande massa via mídia é o ponto de vista consensual da classe que detém o controle dos meios de comunicação. Sei que nada disso é novidade para você e sei também que deve ser difícil tratar desse tema de uma maneira mais profunda num programa de televisão: mesmo numa rede pública, o mínimo que se diria é que se está sendo partidário.
Para ilustrar a minha indignação com o uso dos meios de comunicação como instrumento de manutenção do poder, cito as eleições para prefeito em Curitiba. Talvez até seja do seu conhecimento que no segundo turno das eleições o que se viu foi o uso mal disfarçado de toda a imprensa de Curitiba para favorecer o candidato Cassio Taniguchi, do PFL, o que aliás também ocorreu em outras cidades. Porém, em Curitiba a coisa foi muita séria. Além do uso descarado da máquina administrativa, pressão sobre os funcionários da prefeitura e toda sorte de crimes eleitorais, os donos de jornais também quiseram dar uma mãozinha. Assim, pressionaram jornalistas para escrever "artigos" que, de maneira subliminar, ajudassem à imagem do então atual prefeito, ou prejudicassem a imagem do seu adversário. Jornalistas que não se submeteram a esta pressão sofreram as conseqüências, como a demissão. Se você entrar em contato com o sindicato dos jornalistas certamente ouvirá muitas histórias.
Fica aqui o meu desabafo.
Juan Galindo
Sr. presidente do IBGE, como acreditar nos dados do IBGE? No folheto comemorativo dos 500 anos, "Conquista do território ... e povoamento", literalmente o Espírito Santo não existe. Da criação da primeira vila, São Vicente (1532), pulam para a fundação de Salvador (1554). Cadê o Espírito Santo (1535)?
Eduardo Nícholas
Brasília / DF
A televisão brasileira não mostra a verdadeira face do Brasil. Mostra, na realidade, uma imagem explicitamente atenta aos seus próprios interesses e extremamente voltada à manutenção da manipulação do público que a assiste. A televisão dá continuidade ao terrível sistema que governa o Brasil. Apesar de ter tanto poder de mudança, os meios de comunicação televisivos brasileiros continuam a deixar tudo como está.
O Censo ajuda no aprofundamento da noção da realidade brasileira. Isso é essencial para o bom desenvolvimento do país, pois precisamos saber quais são os principais problemas para atacá-los com firmeza. A mídia tem um papel essencial neste processo. Ela tem a influência necessária para mobilizar a população em prol da execução do Censo.
Eu adoraria ver o juiz Nicolau algemado e preso. Só assim, pelo menos por uma vez, eu sentiria o gosto da justiça com os olhos. Adoraria ver o Juiz Nicolau algemado. Só assim poderia dizer a ele que a justiça foi feita, pelo menos por alguns minutos.
Hélio Velho
São Paulo
Espero que o próximo Censo seja mais completo e mais objetivo. Achei o formulário completo ridículo em vários aspectos e, além do mais, preconceituoso em relação à questão "Casado, solteiro, outros". Por que não foram contados os estudantes que trabalham e moram Ribeirão Preto? Como a cidade pode prestar serviços a eles, se eles não existem?
Amilcar Torrão Filho
Professor e historiador
Recentemente um de seus programas tratou de jornalistas que escrevem livros de divulgação de história, prática que vem se tornando comum nos últimos anos. Um dos entrevistados, não me recordo quem, disse no programa que os historiadores por algum motivo não estavam reescrevendo a história do Brasil, que estariam presos a uma história "oficial", e por isso os jornalistas estariam ocupando esse espaço. Não é bem assim.
Nos últimos anos historiadores de diversas universidades, USP, PUC, Unicamp, UFF, UFRJ, entre outras, têm renovado as posições historiográficas tradicionais sobre o Brasil. O difícil tem sido pesquisar a história do Brasil com o desmonte de órgãos como o CNPq, que praticamente já não financia mais pesquisas em Ciências Humanas. Publicar estas pesquisas é outra batalha. Podemos dizer talvez que os historiadores têm resistência a publicar livros de divulgação científica, embora muitos autores consagrados escrevam livros para-didáticos, voltados ao Ensino Médio e Fundamental.
Na verdade, muitos jornalistas, como Eduardo Bueno e Jorge Caldeira, é que divulgam erroneamente dados ultrapassados, baseados numa historiografia tradicional e lida sem crítica, como se um livro escrito em fins do século passado ou durante os anos Vargas pudesse ser lido de forma meramente objetiva. Livros como os desses autores fazem um desserviço à história, ao esforço de pesquisadores que se enfurnam em arquivos poeirentos e desorganizados, sem nenhum recurso, sem bolsas ou com bolsas irrisórias, publicando seus artigos e livros com extrema dificuldade.
É claro que muitos livros de jornalistas são úteis e bem-escritos, como os de Fernando Moraes, Caco Barcellos, Ruy Castro, principalmente quando se dedicam a uma pesquisa investigativa e jornalística. Mas se a história ainda vive de muitos mitos oficiais, isso não se deve à história acadêmica, mas a esses trabalhos sem comprometimento com o rigor metodológico (Jorge Caldeira, no Roda-Viva, alegou que por não ser historiador não precisava dar atenção a rigores metodológicos!) e à precariedade de nossas escolas e da formação de professores nas universidades.
Penso que esse debate deveria ser aprofundado por seu programa. Não se trata de interditar a história aos jornalistas, mas de separar a boa da má divulgação; ao contrário do que alguns destes autores dizem e pensam, o que eles fazem não é história, mas divulgação, o que é justo, legítimo e desejável. Nenhum autor de um livro de divulgação sobre o Projeto Genoma, por exemplo, diz que está fazendo ciência ou biologia, mas com relação à história muitos crêem que se pode fazê-la sem atenção a alguns procedimentos científicos, como o uso de documentos originais, de uma bibliografia exaustiva, atualizada e lida criticamente. E deve-se cobrar também dos historiadores que divulguem mais a história, e às editoras que confiem nestes autores, mesmo que seus nomes não tenham apelo popular. O uso de livros como os de Eduardo Bueno por escolares só mostra o grau de indigência de nossas escolas, que estão lendo idéias da década de 1930 travestidas de novidade.
Penso que isso daria um bom programa, espero que minha sugestão seja de alguma valia.
FAXES
Nelson Oliveira
Rio de Janeiro
Recentemente o governo obrigou os cartórios a fazerem o registro gratuito dos nascimentos. Face a isto, no Censo 2000, foram considerados os que não são registrados? Ao certo, se fossem computados, não estaríamos com pelo menos 170.000.000 de habitantes?
Na Copa do mundo de 1970, éramos 90.000.000 em ação "Pra frente Brasil". Em 2030 teremos 300.000.000, por esse caminho. Estão os nossos representantes e a sociedade atentos para isso?
Patrícia
Estudante de Jornalismo / Rio de Janeiro
Quero parabenizar o Márcio Moreira Alves não só pelos seus textos, que procuram mostrar os projetos das cidades interioranas, como também pelas belíssimas aulas de história que posso conferir na sua coluna.
Ayres B. Dias
Rio de Janeiro
De que forma foram dirigidas as perguntas aos jovens? Qual a relação dos políticos a eles apresentados para escolha? Ela é sempre dirigida. Nomes como o de Leonel Brizola. Acho que é mais uma pesquisa fajuta. Vocês estão se comportando pior que os políticos.
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