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OBSERVATÓRIO NA TV
OBSERVATÓRIO NA TV
TVE e TV Cultura, terças-feiras, 22h30
Você pode participar ao vivo
DDG: (0800) 216-689
Fax: (021) 221-0566
E-mail: obstv@tvebrasil.com.br
Videoconferência: veja instruções em http://www.tvebrasil.com.br/video.htm
O quarto poder (*)
Alberto Dines
Bem-vindos ao Observatório da Imprensa. Se você não está acompanhando o debate sobre o Ministério Público está perdendo uma das mais importantes questões institucionais desde a Constituição de 88. E a questão do Ministério Público toca diretamente no papel da imprensa. Em primeiro lugar a questão do nome e função: o Ministério Público é efetivamente o Quarto Poder, representante do cidadão, com autoridade para questionar os três outros poderes. Com isso, o MP tira da imprensa a tradicional posição de Quarto Estado que lhe foi conferida ainda no século 18. Não se trata de formalidade. Os procuradores do MP são servidores públicos, a serviço da sociedade. Mas os veículos jornalísticos são empresas comerciais, atreladas ao mercado, submetidas aos imperativos do lucro. As diferenças não param nisso: o Ministério Público acolhe denúncias, investiga e oferece uma ação que será submetida ao Judiciário. Sua credibilidade independe do número de ações acolhidas pelos juízes. O que importa é a sua vigilância. Já a credibilidade da imprensa depende da sua capacidade de reunir informações corretas e verazes. O MP pela sua natureza não comete "barrigas", mas se um veículo comete uma sucessão de "barrigas" está liquidado. Pior de tudo é quando o Ministério Público, fiado em informações publicados pela imprensa, acaba produzindo acusações que não se confirmam. Nesses casos nem a imprensa nem o MP são o Quarto Poder e ficamos só com três.
(*) Editorial do programa Observatório da Imprensa na TV, nș 115, no ar em 15/8/00
DOS TELESPECTADORES
Antonio Rodrigues Neto
Esse prestigiado programa questionou a atitude dos meios de comunicação quando do depoimento inverídico de um delegado de que os donos de uma escola de São Paulo teriam molestado sexualmente alguns alunos. Fato semelhante poderá se repetir, pois o Governador Anthony Garotinho, no intuito de se autopromover, colocou em disponibilidade diversos policiais civis e militares, sem lhes dar o direito à ampla defesa.
Yvonne Stern
Rio de Janeiro/RJ
A propaganda eleitoral obrigatória gratuita não ajuda o candidato, irrita o telespectador e se tornou uma grande fonte de receita para as empresas produtoras de filmes para a TV. Sou fã de carteirinha do Programa "Observatório da Imprensa".
Carlos Alberto Paixão Silva
Dias d'Ávila / BA
Gostaria que vocês citassem que o jornal Correio da Bahia pertencente à família Magalhães (AntOnio Carlos Magalhães) faz todos os dias abertamente campanha eleitoral a ponto de ser considerado por alguns o "Diário oficial de ACM" e infelizmente a Justiça baiana fecha os olhos e não acata nenhuma denúncia. Parabéns pelo excelente programa sempre com ótimos temas e debates.
Vera Maria
São Paulo / SP
Gostaria que o Gabeira e a professora comentassem:
Não seria mais útil a democracia impedir que um partido ceda ao outro seu horário no rádio e tv mesmo fazendo parte da coalizão?
O programa eleitoral gratuito dos partidos, se limitasse ao rádio diminuindo a chance de um marqueteiro eleger um candidato?
Por último que a propaganda gratuita pela tv fosse feita através de pequenos debates semanais, tratando temas de interesse público, possibilitando assim que o eleitor comparasse as propostas dos candidatos
Carlos Roberto M. Fauvel
São Carlos / SP
Devido ao horário e meus afazeres, assisto aos programas em blocos. A discussão sobre propaganda eleitoral há um aspecto que nunca em nenhum lugar é (foi) focado - Se deixarem liberdade aos jornalistas, vias de regras, haverá enorme privilégio de doutrinas e retóricas "dar o peixe a ensinar a pescar" que empurraram o Brasil a situações inadmissíveis que se tornaram intoleráveis.
Pelos outros lados... Nada mais será preciso falar.
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