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OBSERVATÓRIO NA TV
OBSERVATÓRIO NA TV
TVE e TV Cultura, terças-feiras, 22h30
Você pode participar ao vivo
DDG: (0800) 216-689
Fax: (021) 2232-3271
E-mail: obstv@tvebrasil.com.br
DOS TELESPECTADORES
Cleber Ibraim Salimon
Sou biólogo e faço doutorado com emissões de gases para atmosfera e desmatamento na Amazônia. Devido ao meu trabalho, estou sempre indo para lá e fico em Rio Branco, a capital do Acre. Da última vez em que estive lá, fiquei chocado de ver como os meios de comunicação não têm nenhum vínculo com a realidade – mesmo sabendo que a realidade pode ser fruto da minha própria experiência e portanto não estar de acordo com a realidade dos outros. Bom, mas este é outro assunto. Jornais, televisão e rádio são em sua maioria pertencentes a grupos de oposição (os partidos que compõem o Movimento Democrata Acreano – PMDB, PFL e outros), enquanto o PT (atual governo do estado) tem o "apoio" de somente um jornal escrito.
Há entrevistas e editoriais em que "jornalistas", deputados e personagens da sociedade acreana acusam o estado de "crime doloso", outdoors culpando o estado pelo aumento dos preços de gás e gasolina, acusações de que o estado está vendendo as florestas são exemplos de como os meios de comunicação são quase que exclusivamente utilizados para detonar um governo que está fazendo muita coisa boa para preservar as florestas e ao mesmo tempo criar opções econômicas para uma população muito pobre. É claro que existem falhas neste governo, afinal, são seres humanos que governam e cada vez é mais difícil "governar".
Por exemplo, acredito que se perde muito tempo tentando rebater acusações e gasta-se muito dinheiro com propaganda para mostrar serviço (um mal do qual todo governo padece). Gostaria de sugerir uma pesquisa sobre os meios de comunicação por lá. Acredito que se houvesse alguma auditoria sobre responsabilidade de conteúdo veiculado naqueles jornais e televisões muitos deles pagariam multas ou até deveriam ser proibidos de ser impressos ou irem ao ar.
Otávio Vieira
São Paulo
Caros amigos da TV Cultura, uma rede que é ao menos a menos ruim da TV brasileira. Este programa, Observatório da Imprensa, parece-me que só aborda temas inócuos, pouco interessantes e quase nada observa, quanto à qualidade e a realidade da imprensa. Estamos cansados de tanta bobageira, de tanto lixo, violência e banalidades. O mundo tem bilhões de habitantes, mas para a imprensa parece-nos que mais da metade é bandida e só pratica a violência. Não acontecem coisas boas, bons exemplos, e só o sexo e a violência recebem espaço na imprensa. Os telejornais parecem histórias em quadrinhos; Um tal Cidade Alerta (desgraça alerta), um tal Brasil Urgente e um sensacionalista Linha Direta tomam a frente da violência e da desconsideração da notícia verdadeira, real e necessária. Até quando conviveremos com tal? Vamos dar mais valor aos bons exemplos, às boas pessoas e à realidade, com informação, profissionalismo, educação e moral, coisa rara no ser humano atual. Vamos dar um basta.
Aline de Castro Neves
Rio de Janeiro
Sr. Alberto Dines, seu programa é um estímulo à escuta cuidadosa dos noticiários televisivos. Realmente, assistindo ao Observatório da Imprensa nunca mais se lê jornal passivamente. Excepcional o programa em que se debateu a coleta das notícias; a veracidade das fontes e as condições para a seleção do que noticiar (quando da expulsão de jornalistas das cidades de Jerusalém e vizinhanças por Sharom). A discussão tão consistente e bem fundamentada pôde me fazer, pela primeira vez na vida, ter um esboço de compreensão desse drama milenar entre israelenses e palestinos. A África, com suas décadas de massacres e o silêncio jornalístico a esse respeito, também foi bem lembrada. Minha filha, de 17 anos, tem sido seduzida pelos temas, debatedores e formas de abordagem das notícias tratadas pelo programa. Valeu! Excelentes noites as da TVE!
Ana Cristina de Lena
Volta Redonda / RJ
Lendo os jornais da semana, constato que muitos percebem que a Polícia Civil foi deixada de lado pelo último governo do Rio de Janeiro. Uma verdade a ser dita é que não havia concurso para Polícia Civil desde 1994, quando então o déficit já era grande. O novo chefe da Polícia Civil, Zaqueu Teixeira, afirmou aos jornais que o déficit é de 12 mil homens, fora os 20% do atual efetivo com tempo para aposentadoria, ou seja, a Polícia Civil conta hoje com perto de sete mil policiais para atender a todo o estado, quando o razoável seria 24 mil. O programa Delegacia Legal, levado a efeito pelo ex-governador, parece que não passava de um engodo: prédios reformados, portas de blindex, logotipo, viaturas, ar-condicionado, policiais de gravata (os mesmos de antes: plano novo, policiais velhos) e só.
Não há gente para trabalhar, não há linhas telefônicas suficientes, não há mobília compatível, não há sequer computadores suficientes. Acho importante esclarecer à população a grande diferença constitucional existente entre polícia civil e militar: à militar cabe atuar antes e durante o crime. Impedir que aconteça ou reprimir quando acontece; não tem meios para investigação. À polícia civil cabe investigar. Só ela tem acesso ao Poder Judiciário. Ou seja, depois que o crime ocorre, qualquer crime, a polícia que tem a incumbência de atuar é a civil. Não é possível "dar queixa" numa unidade da PM. A PM não pode atuar nestes casos nem que o governador mande. Daí as filas nas delegacias, inquéritos que são arquivados, daí a impunidade. A Polícia Civil é quem municia o Ministério Público com dados para atuar.
Se não há gente para trabalhar fica impossível resolver o problema da impunidade. O juiz não julga se não existir uma ação penal, que por sua vez não existe sem um inquérito policial, que por sua vez só pode ser feito pela Polícia Civil, a qual está desfalcada de gente, de funcionários. Porém nota-se que a polícia que mais "aparece", que mais chama atenção é a PM. Talvez este seja o motivo pelo qual o governador Garotinho preteriu a Polícia Civil e contratou 13 mil policiais militares e menos de 400 policiais civis durante seu governo.
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