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OBSERVATÓRIO NA TV
OBSERVATÓRIO NA TV
TVE e TV Cultura, terças-feiras, 22h30
Você pode participar ao vivo
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Fax: (021) 2232-3271
E-mail: obstv@tvebrasil.com.br
CONTROLE REMOTO
Hélio Doyle deu aula
Lamentável a participação dos convidados (mal selecionados, na minha opinião) do programa de 16/4/02. Apenas tentaram justificar o injustificável péssimo comportamento da imprensa grande no episódio ocorrido na Venezuela. Quem salvou o programa foi Hélio Doyle. Deu uma aula aos outros "jornalistas" participantes, tirando suas máscaras.
Tomara que pelo menos tenham aprendido alguma coisa com o episódio e com a bela aula de Hélio Doyle.
E a população brasileira continua sendo manipulada, mal-informada e desinteressada. Lembrando que as eleições estão aí, creio que fatos similares infelizmente acontecerão.
Eduardo
Zanete, Osasco, SP
Primária e despreparada
Lamentável, deprimente, vergonhosa, primária e despreparada a atuação deste Claudio Bojunga no comando do Observatório na TV. Socorro, Dines, volta! Não fosse Hélio Doyle, só restava mesmo vomitar. Ah, lembrei! Dines é outro que está nessa. Seu artigo comparando Chávez a Sharon também é de vomitar. Volte não.
Mirian
Macedo, São Paulo
Postura arrogante
Esse programa hoje está vergonhoso. Reúne o pior da imprensa brasileira, conivente com o poder da mesma forma que na Venezuela, Mino Carta que o diga. Mais ultrapassado que Chávez é essa postura arrogante dos donos da mídia, hoje acompanhados pelo apresentador desse programa. Aviltam nossa inteligência e nossa paciência.
Realmente uma pena ter ido ao ar esse programa com essa malta.
Jorge
S. Medeiros, São Paulo
Não houve surpresa
Acabei de assistir ao programa Observatório da Imprensa na TV. Muito bom, gostei. Porém, resolvi dar uma olhada na net Venezuela para saber o que está acontecendo etc. Então, que grata surpresa: <www.uol.com.ve>.
Palhaçada de vocês do Observatório. O grupo Folha e Abril por lá, e vêm vocês com essa história de que foram pegos de surpresa? Acho que só eu e mais uns 160 milhões de idiotas, que ainda gastam seu dinheiro e tempo com essa indústria "jornalística" falida e podre, não sabíamos disto. Vergonha!
Alexssandro
Loyola Freitas, estudante de Jornalismo
da UFMS
Imprensa manipuladora
Estou acompanhando o programa desde há 20 minutos e quero dizer:
** Os jornais foram totalmente antidemocráticos por vontade de seus donos e editores, e não por falta de cobertura. uma vergonha! O episódio da Venezuela pôs a nu a manipulação!
** A questão de a imprensa ter falhado nesse golpe, e vir falhando, é que em tentando mais agradar aos anunciantes e aos grandes grupos econômicos, para que os donos ganhem mais dinheiro, simplesmente. Não é questão de falta de jornalistas e sim de os jornalistas não quererem perder o emprego, e dos editores não quererem perder seus cargos.
** Os donos da mídia estão perdendo o foco no negócio: ao leitor interessa um produto honesto, ou seja: a verdade. Por isso o leitor está deixando de comprar jornais. Por exemplo, já fui comprador assíduo de jornais, e hoje procuro comprar no máximo um por semana. Já fui assinante da Veja e cancelei, de tanto ver distorções e tentativas de manipulação. Por que eu iria comprar um produto ruim?
** A Globo deve ter participado do golpe, sim. A série de reportagens do mês passado não passou de manipulação e preparação da aceitação do golpe que viria.
** FHC, ao pedir eleições, foi patético, e deixou cair sua máscara antidemocrática.
** A Folha não condenou o golpe. Sua defesa das instituições foi extremamente pálida. Pedir eleições nos editorias mostrou sua conformidade com o golpe!
** A enquete foi mal formulada. A questão não é se a imprensa foi surpreendida ou faltou cautela, mas sim que ela teve alegria com o golpe. A imprensa brasileira e mundial foi totalmente antidemocrática e também deixou cair sua verdadeira máscara. Uma sugestão, por fim: não deveriam colocar também pessoas não-jornalistas nos debates toda vez em que a imprensa estivesse na berlinda?
Alexandre
E. M. Meloni, engenheiro
Espanto com o silêncio da mídia
Acompanho freqüentemente o programa Observatório da Imprensa,
o qual proporciona uma espécie de filosofia aplicada e crítica
sobre o desenrolar da prática do jornalismo (como o da última
semana, sobre a cobertura na Venezuela) e suas relações com outros
campos de atividade (como o controle político da mídia, em fatos
que envolveram Antônio Carlos Magalhães e Roseana Sarney, como
o jornalismo científico, no caso da dengue, ou nas coberturas econômicas
e empresariais, como no caso Enron).
É um dos poucos programas da televisão brasileira que proporcionam
reflexão sobre a informação (ou seja, o programa não
acaba quando se encerra a transmissão, mas prolonga-se, vai além,
especialmente quando temos novo contato com as várias formas da mídia,
fortalecendo o olhar crítico). Aborda questões de interesse geral,
não somente restritos a quem faz e vive o jornalismo, os emissores, mas
também aos receptores, que são os leitores, telespectadores, a
quem se dirige o fenômeno da comunicação.
Tenho duas sugestões a oferecer; a primeira sugestão, que, obviamente
não está ao alcance de quem faz o programa, mas é um problema
de grade da programação, é a duração, que
poderia ser estendida por pelo menos mais meia hora. São sempre muitos
os convidados, e o tempo para que possam expor suas idéias é muito
curto, de modo que muitos deles não conseguem concluir seu raciocínio;
entendo que a multiplicidade de vozes ouvidas é ideal para que tenhamos
um painel de opiniões a fim de que formemos a nossa própria opinião,
mas é importante também que os argumentos tenham começo,
meio e fim.
Assim, é comum que, em função de intervalos comerciais
ou da exígua duração do programa, os convidados, de maneira
geral, não consigam expressar de maneira razoável suas idéias.
A segunda sugestão é sobre a pauta; proponho um tema a ser discutido
(seja no site, seja no programa, o que importa é que seja discutido),
referente à reduzida cobertura sobre a pressão dos EUA sobre o
embaixador brasileiro José Maurício Bustani, bem como da falta
de apoio no seu próprio governo, demonstrando postura covarde na condução
das Relações Exteriores. Bustani é vítima de um
julgamento sem provas, de uma manutenção dos interesses políticos,
da justiça do mais forte.
O quase total silêncio da mídia brasileira sobre esse assunto
me espanta. A questão comercial entre Brasil e Canadá (Bombardier
e carne contaminada) e a questão Brasil e EUA (tarifação
do aço) tiveram mais repercussão na mídia em geral, provando
que quando há interesse setorial nacional o destaque é maior.
A atuação de Bustani não é disposta a favorecer
diretamente o Brasil, mas à ordem internacional como um todo, pela aplicação
das regras a todos os seus membros (inclusive os EUA), e por isso atuação
mais louvável e digna de nota, porque preza pelo cumprimento de seus
deveres.
Entretanto, não vi sequer um comentário a respeito nos telejornais;
na mídia impressa, o jornal O Estado de S. Paulo tem acompanhado
de forma exemplar o desenrolar dos fatos; na internet, referências no
informativo NO. Os holofotes estão atentamente voltados para um certo
Bambam (do "circo" Big Brother, enquanto o verdadeiro Big Brother passa
despercebido e faz suas vítimas) e para a seleção brasileira,
dois casos que demonstram a cada vez maior predominância do marketing
sobre o jornalismo de informação e de interlocução.
A mídia peca muitas vezes pelo excesso; desta vez pecou pelo silêncio.
Zola levantou a voz e sua indignação contra o vergonhoso caso
Dreyfus; não há nenhum homem de bem que expresse sua indignação
a favor de Bustani? Não me iludo com a circunstância de que maior
repercussão ao caso salvaria Bustani; mas fatos como esse devem ficar
gravados na memória, devem ser discutidos, devem ser refletidos, como
símbolo de algo que deve vir a ser feito, que deve ser mudado. A mídia,
através do silêncio, da falta de informação, não
pode ser cúmplice desses esquemas de poder, dessas ações
vergonhosas. É a única esperança que nos resta, provar
que não vivemos o fim da História...
Marcus
Eduardo de Souza, um observador
Porta-vozes dos donos
Mais uma vez a imprensa brasileira cumpriu seu papel de "porta-voz"
de seus donos, e noticiou o que desejava fosse a "natural evolução
dos fatos", ou a "evolução previsível",
como disse um dos debatedores aí presentes. Ora, em sociedade, em luta
social e política não existe um "roteiro previsto",
programado. Com certeza para tristeza dos "donos da voz" da imprensa
nacional, e para felicidade da humanidade, que constrói seus rumos com
caminhos e descaminhos, elegendo demagogos, sejam eles de que nacionalidade
se queira. Ou é muito distante a história de Collor e o papel
da imprensa nacional?
Leila
Kesseler
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