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OBSERVATÓRIO NA TV

 

OBSERVATÓRIO NA TV

TVE e TV Cultura, terças-feiras, 22h30

Você pode participar ao vivo

DDG: (0800) 216-689
Fax: (021) 2232-3271

E-mail: obstv@tvebrasil.com.br

 


CONTROLE REMOTO
Marcio Santim
Psicólogo

Acompanhei o programa de hoje e discordo da opinião do colega psicanalista. Pelo que venho estudando, o grande consumo de programas como Big Brother e Casa dos Artistas revela um padrão social de comportamento voyeurista. Hoje temos o que chamo de voyeurismo social com conotações diferentes do voyeurismo clássico, até então classificado como uma forma de perversão. Basicamente ambos se caracterizam pelo gozo psíquico em observar pessoas nos momentos de intimidade; contudo, no caso social, conta com a cumplicidade de quem (exibicionista) intencionalmente se expõe ao observador.

 

Marcelo Henrique
Radialista, Belo Horizonte (MG)

Esta pergunta vai para o professor Muniz Sodré. O escritor russo Mikhail Bakhtin desenvolve em um de seus livros o conceito do grotesco, recuperando-o da Idade Média e colocando-o fundamental para a expressão da cultura popular nesta mesma época. Este grotesco, que recupera o baixo ventre, o escatológico, o visceral, tem alguma relação com o estes tipos de programa analisados hoje (que de certa forma explicitam o escatológico) e com o conceito que o senhor utiliza no novo livro?

 

Iron Menezes de Santana
Professor de História de 1 e 2 graus, Belo Horizonte (MG)

Alberto Dines, gostaria de comunicar a minha opinião a respeito dos participantes do úlltimo programa que debateu a guerra entre Globo e SBT. Na minha opinião não se trata de "idealismo" contestar a recente onda de desqualificação dos veículos de comunicação de massa. Eu penso que, ao contrário do que a jornalista convidada do Estado de S.Paulo afirmou, dizendo que há uma "continuidade" do mau gosto na TV com a Casa dos
Artistas
, eu imagino que exista hoje uma potencialização do mau gosto (que realmente existiu em todos os tempos só que em menor escala) que é justificada enquanto "liberdade de expressão" ou enquanto uma realidade inevitável das imposições dos mercados internacionais de mídia com conseqüências para os veículos nacionais sedentos de investimento. Na verdade, deveria haver uma constante mobilização da sociedade civil e, como o senhor esclareceu a uma aluna da UERJ no programa, dos multiplicadores de opinião no sentido de fortalecer a televisão através de uma programação preocupada com o mercado, mas também com a formação da cultura brasileira. Parabéns pelo programa.

 

Alberto Dines responde

Meu caro Iron: na montagem do programa procuramos trazer posições divergentes de modo a estabelecer um debate efetivamente esclarecedor. No programa em questão havia claramente duas posições, embora uma delas acabasse minoritária. Entendo perfeitamente as posições da Leila Reis e de Gabriel Priolli quando dizem que os reality shows não são a mais baixa baixaria. Mas eram as que estavamos examinando. Abraços, A.D.

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