OBSERVATÓRIO NA TV

 

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TVE e TV Cultura, terças-feiras, 22h30

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MEMÓRIAS DAS TREVAS
Grilhões políticos

"E como a mídia não se move, o Ministério Público não se comove." (em "Quando a mídia cala, vestais pintam e bordam")

É necessário esclarecer ao leitor em geral que a instituição Ministério Público tem fixadas na Constituição federal, e em sua lei orgânica, regras básicas para a sua atuação. A propósito de fatos alegados contra o senador Antonio Carlos Magalhães, no livro comentado – "Memórias das Trevas" –, qualquer investigação que fosse deflagrada a respeito de eventuais condutas atribuídas ao ex-presidente do Senado Federal, e se de natureza criminal, só poderiam ser levadas a efeito perante o Supremo Tribunal Federal, devendo o eventual inquérito ser acompanhado pelo procurador-geral da República, ou outro membro do Ministério Público Federal por sua delegação, posto que, se apurado o cometimento de alguma conduta delitiva, àquela autoridade incumbiria a formalização da denúncia criminal.

Ocorre que injunções políticas, ao que parece, podem tolher a atuação quer do procurador-geral da República, quer do próprio STF, se bem que conotação "política" só é conferida às iniciativas do Ministério Público quando voltadas contra as ações do governo. Ou seja, acoimada de "políticas", no pior sentido da palavra, são as ações do Ministério Público contra desmandos governamentais.

Mas quando não há atuação do Ministério Público – e o governo acaba levando a melhor –, tal omissão não é considerada como de cunho "político partidário".

Muita coisa pode ser explicada se considerada a forma de nomeação para tão elevados cargos: escolha do presidente da República. A sabatina no Senado é meramente pró-forma. De tal sistemática fica muito difícil ter garantida a autonomia e a independência entre os Poderes de Estado, quando um deles pode muito mais do que os outros. Portanto, se as instituições políticas podem ficar à mercê de personalismos, tais instituições correm o risco de perecerem, embora instituições devam, para serem consideradas instituições, estar acima da transitoriedade humana.

Ana Lúcia Amaral, procuradora regional da República em SP



Mais que coragem

Tendo assistido ao programa na TVE algumas vezes, já havia observado sua independência. Porém, no sábado tive a felicidade de ler artigo de Alberto Dines no JB. Movido pelo interesse em conhecer mais sobre o livro do Joca, entrei no site do O.I.. Foi grande a minha satisfação. Dines é muito mais do que corajoso. Tem compromisso com a veracidade das informações. Conto com ele para me manter informado sobre o que realmente acontece no nosso país. Continuem assim. Sabemos o que a Globo e seus tentáculos pretendem, e a única forma de detê-la é denunciando.

Gustavo de Moraes Azeredo



Pelo bem da verdade

Começo destacando a coragem destes que fazem o Observatório. A coragem ainda impera nas atitudes de jornalistas como vocês, o que me leva a crer que ainda vale concluir minha faculdade de Jornalismo aqui em Passo Fundo e desenvolver um trabalho espelhado na atitude de, antes de grandes profissionais, grandes homens. Faço, indiretamente – ou direta –, parte desta corja de detentores do poder na mídia – trabalho no jornal da família, já com 75 anos –, mas ainda assim zelo pelo bem da verdade, o que implica situações de horror nesta redação, numa cidade pequena (200 mil habitantes) entupida de líderes incompetentes, com o poder público em constante ameaça contra determinadas matérias.

Confesso, por muitas vezes me vi prestes a sucumbir ao derrotismo da notícia num jornal que atua há quase um século no interior do Rio Grande do Sul. Mas recordo, de acordo com as felpas da história, a atuação vibrante de meu avô – ex-deputado e jornalista Múcio de Castro – e de meu tio – o falecido Tarso de Castro –, antes neste jornal, depois na imprensa nacional e, na ausência destes, para prosseguir no caminho do jornalismo sério e isento.

Na minha idade, é mais que necessário que ainda existam jornalistas brilhantes na ativa, caso de vocês, que me renderam um gole a mais de crença na importância da notícia, ausente o medo de prováveis hematomas no caráter. Tenho 22 anos, e fico muito grato em ter a honra de ser um telespectador assíduo de vocês.

Fernando de Castro



Nada se mexe

Ao ler o artigo "Quando a mídia cala, vestais pintam e bordam", não pude de deixar de pensar sobre a última frase: "Algo se mexe no panorama brasileiro. Para melhor. E a grande imprensa nada tem a ver com isso." Se Alberto Dines é otimista, tudo bem. Você tem razão porque sua vida está boa, e não reclame, mas a minha e a da gente em volta de mim está uma porcaria. Mas poderia me informar o que se mexe e o que para melhor.

E livro que bate recorde de venda não é best-seller, é best-marketing.

L. Toniolli



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Dossiê Perfídia: Quando a mídia cala, vestais pintam e bordam – Alberto Dines



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