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OBSERVATÓRIO NA TV
OBSERVATÓRIO NA TV
TVE e TV Cultura, terças-feiras, 22h30
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E-mail: obstv@tvebrasil.com.br
Efeito de iluminação
Poder ler o Observatório é um prazer indescritível. Há muito tempo acompanho as matérias desse jornal eletrônico. Confesso que, quando comecei a acompanhar as matérias, a impressão que tive – pois sempre que posso leio revistas e jornais de grande circulação – foi de um efeito de iluminação, de clareza de idéias, de entendimento daquilo que fica convenientemente implícito nas matérias. A possibilidade de acompanhar análises críticas de todas as mídias que circulam no país é um brinde à inteligência dos leitores, que ficam à mercê de interesses que fogem a nossa compreensão imediata.
Josias D. Silva
Não estamos órfãos
"Onde está a imprensa de esquerda, tão combativa e sempre presente? Com exceção da IstoÉ, nenhum outro veículo faz qualquer menção ao livro! Por que será? O comportamento é o mesmo com relação ao livro do Mino Carta, ‘Castelo de Âmbar’. Ficamos órfãos. A imprensa livre e independente é realmente obra de ficção."
Não é não. É só procurar no lugar certo, longe da chamada "grande imprensa" e mais perto do interior. Jornais como A Região <www.aregiao.com.br>, fundado por meu pai em Itabuna, Bahia, há 13 anos, e revistas como Carta Capital, honram a independência da imprensa. Mais: fazem questão dela. A própria existência do O.I. mostra que existe imprensa livre e independente. É só olhar com afinco. Quanto ao comportamento da grande imprensa, considero-o vergonhoso, porque denuncia interesses ocultos ou covardia explicita, ambos inadmissíveis em jornalistas de verdade.
Marcel Leal
Jogadas e requebradas
Alberto Dines, seus argumentos convencem. Por mais ética que tenha uma pessoa, e ética é algo pessoal, que trazemos de berço, de leis, direitos e deveres cumpridos em nossa casa, repassados na escola e mais tarde efetivados na vida adulta; existe algo que se chama jogo de cintura. E o senhor teve jogo de cintura. Diferente de um menino que aprendeu em casa que não deve bater no coleguinha mas conversar, perdoar, manter-se com dignidade sem aceitar provocações e que um dia, cansado de apanhar, irrompe chorando em casa e diz: "Não deu, meu pai, eu fiz o que pude mas tive que bater mesmo ou iria apanhar todos os dias e ficar com cara de trouxa."
De alguma forma representou o papel do menino que deu a cara a tapa. Errar é humano e não questiono se o jogo de cintura estava duro demais. Muita coisa diferente poderia ter sido feita mas o seu requebrar, naquele momento, permitiu o que foi feito. Na minha opinião, cá de longe, o senhor comportou-se como um bom menino.
O que mais me incomoda é que uma rebolada dura, de uma pessoa que faz um programa como esse, o O.I., meu maior companheiro para não morrer dessa estupidez que virou o jornalismo, tenha tanta repercussão, abafando o que de fato interessa, o fato, o homem, a coisa toda, o coisocado e o coisificado, que aliás é coisíssima mais importante do que a coisinha folha.
Vamos lá? Vamos colocar o homem para falar e acabar com essa meleca? Um cálido abraço,
Cláudia Rodrigues
O Haiti é ali
Estou lendo o livro "Memórias das Trevas", simplesmente maravilhoso, exigindo de nossas autoridades (Ministério Público Federal) uma séria investigação para saber como o senhor Antônio Carlos Peixoto de Magalhães, funcionário público, transformou-se num dos homens mais ricos da Bahia, quiçá do Brasil. Aqui, na Bahia, todos sabemos que seus filhos, genros, netos, irmãos controlam grandes empresas. É preciso que ele explique o seu enriquecimento. Revela o livro o grande tirano que ele é. Aliás, cai-lhe muito bem a comparação com o Papa Doc do Haiti (Jean-Claude Duvalier), médico e adepto do vodu, usando a polícia militar e civil, os tristemente famosos "tonton macoute", que perseguiam terrivelmente a população. A história se cumpriria se houvesse ele eleito o filho governador da Bahia, tal qual ocorreu no na ilha do Caribe.
Manoel Rocha, professor e advogado
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