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OBSERVATÓRIO NA TV

 

OBSERVATÓRIO NA TV

TVE e TV Cultura, terças-feiras, 22h30

Você pode participar ao vivo

DDG: (0800) 216-689
Fax: (021) 232-3271

E-mail: obstv@tvebrasil.com.br

 


DOS TELESPECTADORES
Paula Delgado

Parabéns por este programa imperdível. Sem este oásis dentro da TV e da imprensa do Brasil não sei bem de onde minhas referências viriam. Também imperdível a coluna de Dines aos sábados. Muito obrigada pelo maravilhoso programa!



Rodrigo

Gostaria de dar os parabéns ao programa pelo excelente conteúdo crítico e imparcial. Por esse motivo gostaria de expor aqui uma crítica sobre o jornalismo esportivo brasileiro. Estou cursando Educação Física e Desportos e fico espantado com, desculpe o termo, a ignorância da maioria dos jornalistas brasileiros. A falta de um conhecimento científico dos profissionais da área acabam por comprometer o trabalho de equipes e dirigentes, com observações muitas vezes sem sentido, que acabam por "fazer a cabeça" de muitos dirigentes, mais ignorantes ainda. Por falta de conhecimento científico, muitos treinadores não conseguem identificar causas fisiológicas do desempenho de um jogador, e a culpa acaba caindo no preparador físico. Se o preparador físico executa um trabalho ruim e os jogadores não rendem em campo, acaba caindo um técnico. Darei aqui um exemplo simples, que acontece com grandes equipes do futebol brasileiro: um jogador entra em fase de supertreinamento e começa a perder rendimento. O preparador físico, pessoa que tem conhecimento de fisiologia do exercício (ou pelo menos deveria ter) faz o diagnóstico e sugere um período de descanso para o jogador, então o jogador pega férias de duas semanas. Aí aparece aquele jornalista que não entende nada do que está acontecendo e entra com aquela observação idiota: "Pô, o jogador não rende nada e ainda por cima não treina?" Aí o povo, que não tem nenhuma obrigação de ter conhecimento específico, critica a comissão técnica e a diretoria acaba por demitir uma pessoa que teve uma atitude corretíssima. O seguinte também acontece: o preparador físico pede liberação do jogador, a diretoria nega; o jogador vai, se desvaloriza, o time cai de rendimento, a imprensa não pára com as críticas e o técnico é demitido, mas o time continua perdendo. Pena que as pessoas que trabalham na área também são, muitas vezes, ignorantes, pois quando a "imprensa burra" critica, eles não têm argumentos para se defenderem. Fica aqui registrado meu protesto contra a imprensa esportiva brasileira.



Kleber Vieira
Professor e ouvidor do FGV Management

Em matéria divulgada pelo Jornal do Brasil há menos de um mês, falava-se da crise argentina como uma explosão sensacionalista da mídia, ou seja, que a crise não é tão grave quanto pintam os jornais, e editaram depoimentos de argentinos que vivem bem em Buenos Aires e que desconhecem esta crise de que tanto se fala. Será que o jornal tenta enganar os que o lêem ou a crise realmente existe? Contando que a primeira hipótese seja verdadeira, por que minimizar o problema entre a população leitora?



Affonso Plínio Haluch
Curitiba / PR

Gostaria de registrar que concordo em parte com a opinião que acusa nossa mídia de omissa em relação à cobertura da crise argentina. No mês de junho, a TV Bandeirantes apresentou uma série de reportagens em seu telejornal, em que focava o cotidiano do povo argentino. Se não foi um primor jornalístico, ainda assim ajudou a dar uma tênue idéia da sinistrose coletiva que se abate sobre os pobres vizinhos (só eles?). Também a TV Globo apresentou no período de uma semana reportagens mostrando argentinos praticando a milenar arte do escambo, a fim de suprirem suas necessidades cotidianas. De resto, só números e mais números. Precisamos humanizar nossa mídia.



Alexandre Carvalho
Rio de Janeiro / RJ

É um prazer participar do programa, assisto quando posso. O meu questionamento é: o "Fernando de cá" (FHC) deu um jeito de ajudar o "Fernando de lá" (de La Rúa) e a imprensa nada falou sobre isso. Eu explico: FHC autorizou uma troca de ativos entre a Petrobrás e a Repsol-YPF da Argentina em dezembro de 2000, troca essa que consiste em 30% do capital da refinaria Alberto Pasqualini (Refap), 10% do poço de Albacora, em Campos/RJ, e alguns postos da BR, no valor de 3 bilhões de dólares, por uma refinaria obsoleta na Argentina e alguns postos da YPF, no valor de 700 milhões???!!! A Argentina ganha quase 3 vezes o que pegou emprestado ao FMI e ninguém diz nada? A Jjustiça Federal do RS suspendeu essa vergonha com uma liminar do Sindipetro do RS. Por que a imprensa nada diz a respeito? Conivência ou o desejo desvairado e criminoso de salvar a Argentina?



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