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HOMEOPATIA NA MÍDIA
Mais cara que a Perrier
Roberto Takata (*)
Com respeito ao texto "Questão de efetividade", publicado neste Observatório no dia 27/2, a autora escreve: "A homeopatia representa uma opção terapêutica barata, poucos exames são solicitados, pouco se encaminha o paciente a especialistas, e o custo do medicamento é acessível."
Isso tudo é verdade. Mas acresça-se a isso o adjetivo "ineficiente como tal". Homeopatia no tratamento da dengue? Mal não faz, na verdade, já que, como a gripe, não tem medicamentos específicos – cuida-se apenas dos sintomas, e a doença sara sozinha. Agora, vá cuidar pacientes com a versão hemorrágica...
No mesmo trecho, escreve ainda:
"Além disso, é efetiva e, principalmente, é uma medicina humanizada, que valoriza e acolhe o discurso do paciente na sua integralidade."
Verdade que ela é humanizada. E essa é a vantagem. Se há algo que a "medicina" homeopática (e outras versões holísticas) tem a ensinar é nesse trato com o paciente. Uma medicina "convencional" humanizada traria um ganho muito melhor.
Aliás, é preciso fazer uma ressalva quando disse acima "tudo isso é verdade". No que se refere a uma opção "barata", ela de fato pode ser mais barata do que medicamentos verdadeiros – comparando-se o total gasto em um e outro tipo de tratamento –, mas considerando-se que é água pura (ou farinha ou açúcar), mililitro por mililitro, sai mais cara do que uma Perrier.
(*) Mestre em Biologia
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