OFJOR CIÊNCIA

OfJor Ciência 2001 – Oficina OnLine de Jornalismo Científico é uma iniciativa do Observatório da Imprensa, Labjor e Uniemp.


TEORIA DA INFORMAÇÃO
Shannon, quem?

Roberto Mitsuo Takata (*)

No dia 24 de fevereiro morreu Claude Shannon, o pai da Teoria da Informação. Imagens de satélite de planetas distantes, internet, telefonia móvel, globalização, transmissão ao vivo, tendo implicações até em Ecologia, com cálculos sobre biodiversidade – tudo o que está na crista da onda da mídia – inclusive o próprio conceito de mídia de massa – desta pretensa "Sociedade da Informação" noa existiria ou não seria o mesmo sem o trabalho seminal de Shannon, dando um conceito matemático preciso para informação.

Nossa mídia tupiniquim de tantos importantes ícones da comunicação – Carlos Massa, Maria da Graça Meneghel, padre Marcelo Rossi e que tais – resolveu homenagear o homem com um eloqüente silêncio.

Alguns endereços para quem quiser informação complementar

* Claude Shannon, Mathematician, Dies at 84

www.nytimes.com/2001/02/27/national/27SHAN.html?searchpv=site0

* Claude Shannon, Father of Information Theory, Dies at 84

www.bell-labs.com/news/2001/february/26/1.html

(*) Mestrando de Biologia da USP



VACINAÇÃO
Até que enfim!

R. M. T.

Quando os mocinhos estão prestes a ser esfolados pelos bandidos sempre surge o Deus ex machina: a sétima cavalaria contra os peles vermelhas, o último dos moicanos contra o opressor branco, o salvador da pátria. Admito que a minha esperança no jornalismo responsável estava desmilingüida depois dos episódios da Aids e da vacinação na revista Superinteressante da Editora Abril.

Ironicamente, uma publicação da mesma casa vem me resgatar a dita cuja. Em reportagem de capa a última edição da revista Saúde! vem botar os pingos nos is nessa história de vacinação. Quem quiser conferir:

* Vacinação não é furada

www.uol.com.br/revistasaude/medicina/prevenca/0201/2093.html

Nessa edição, a diretora de redação no editorial [abaixo reproduzido] diz com toda precisão que deixar de vacinar os filhos por causa de muito eventuais complicações – na casa de uma em um milhão – "seria tão absurdo quanto deixar de voar por causa de um acidente".

"Ao Leitor

Imagine se, ao ouvir a notícia de um acidente aéreo, todo mundo desistisse de andar de avião. Absurdo? Depois de uma queda muita gente fica com medo de voar e nem dá ouvidos para a estatística de que só 1 em cada 2 milhões de passageiros morre desse jeito. É a mesmíssima probabilidade, aliás, de uma criança ter complicações após engolir as famosas gotinhas contra a paralisia infantil.

No caso da vacina contra o sarampo, a segurança cai pela metade: um indivíduo em cada milhão de imunizados fica com encefalite. Mas, diga-se, ela é curada com mais facilidade que o próprio sarampo.

Acho fundamental que todos os riscos envolvendo as vacinas sejam esclarecidos à população. Só torço para que ela nunca se confunda, abrindo mão de uma das mais poderosas armas de defesa da sua saúde – o que seria tão absurdo quanto deixar de voar por causa de um acidente, não acha?

Lúcia Helena de Oliveira, diretora de Redação"



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