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OFJOR CIÊNCIA

OfJor Ciência 2001 – Oficina OnLine de Jornalismo Científico é uma iniciativa do Observatório da Imprensa, Labjor e Uniemp.


IN VITRO

Ulisses Capozolli

Verdade homérica

Sob este título Veja [nº 1.701, pág. 84] publica que uma mostra alemã, com objetos encontrados em Tróia, reafirma os fatos descritos em Ilíada, por Homero. Os arqueólogos descobriram que, em meio às figuras mitológicas dos poemas homéricos, há uma série de fatos verídicos. Os achados que corroboram esta versão integram uma exposição na cidade de Stuttgart, na Alemanha. A mostra reúne 300 peças que estavam soterradas na colina de Hissarlik, onde ficava Tróia, no passado – parte da Magna Grécia, agora parte do território turco.

Tróia era um centro próspero na antiguidade e suas muralhas protegiam seus habitantes com um sofisticado sistema de defesa, segundo o arqueólogo norte-americano Brian Rose. Ainda assim, a astúcia de Ulisses, oferecendo aos troianos um cavalo de madeira, permitiu a entrada de alguns soldados na cidade e eles desativaram o sistema de defesa.

A possibilidade de a Ilíada conter verdades históricas foi levantada pela primeira vez em 1873. Guiando-se por relatos de Homero, o explorador alemão Heinrich Schliemann localizou-a em território turco. Tróia é um exemplo de situação onde a ficção e realidade de fundem e deixam o mundo menos real do que parece ser.



Ciência não explica tudo

Ao receber o Prêmio Nobel de Física (Folha de S.Paulo, 21/5/01, pág. A12) o norte-americano Robert Laughlin reafirmou os limites da ciência, com críticas ao reducionismo. O reducionismo científico está ligado às concepções do século 17 (Francis Bacon e René Descartes) que deram origem à ciência moderna. Físico teórico, Laughlin refere-se aos mistérios do aprendizado da linguagem por uma criança como exemplo do pouco que a ciência sabe – ainda que, como disse, Einstein, ela seja um precioso tesouro para a humanidade.

Laughlin anuncia o "fim da ciência do passado", criticando a busca de uma teoria do tudo, a unificação das forças básicas da natureza que, em princípio, descreveriam o Universo. Ele defende um retorno à observação para se conhecer, por exemplo, como a vida surgiu e se desenvolveu. Laughlin recebeu o prêmio por demonstrar que, em certas condições, os elétrons, partículas negativas que envolvem o núcleo atômico, alteram suas cargas. Por enquanto é uma descoberta sem utilidade prática, como a eletricidade foi no momento de sua descoberta. Mas, segundo o físico, "ajuda a compreender o mundo".



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